O jogador mais valioso da história do Esporte Clube Bahia!

Jorge Campos foi vendido pelo Bahia ao Atlético Mineiro em 78

No artigo anterior, falei sobre o melhor jogador de todos os tempos do Bahia, na minha opinião, um artilheiro nato, um exímio “garçom”, enfim, um craque na acepção da palavra, cujo nome, é lembrado, venerado e exaltado até hoje, por quem acompanhou sua brilhante trajetória dentro do futebol, era aquele craque que fazia a diferença, trazia felicidade, alegria e júbilo ao torcedor que sempre saía exultante e maravilhado da antiga Fonte Nova, após um jogo do Bahêa. O ex-meia atacante Douglas Franklin, o segundo maior artilheiro da história do Bahia com 211 gols e dezenas de passes. O craque chegou no primeiro semestre de 1972 à “Fazendinha” – antigo campo de treinamento do Bahia, localizado na Pituba, quando o bairro ainda mantinha entornos e contornos rurais.

 

Curiosamente, 1972 foi o único ano da década de setenta que o Bahia não foi campeão baiano;  foi Bi-Campeão 1970/1971 e Heptacampeão 1973 à 1979 e foi, justamente,  nesse período que o craque nascido em Barretos/SP, brilhou no Esquadrão de Aço, escreveu seu nome na história do clube e além de se tornar o melhor jogador de todos os tempos se consagrou, também, como o maior ídolo do torcedor em toda história do clube.

Mas, por uma mera questão de justeza e até, para que haja um melhor embasamento de conteúdo nesse comentário, resolvi unir o agradável ao valioso e, enquanto reconheço que Douglas foi o melhor jogador do Bahia de todos os tempos, jogando o suprassumo do futebol, com afinada e afiada artilharia e autor de muitos gols e golaços, simultaneamente, sinto-me na obrigação de eleger o mai$ valio$o jogador do clube de todos os tempos. Esse jogador foi descoberto e contratado pelo clube em 1974, na gestão do saudoso presidente Fernando Schmidt, já com 20 anos de idade, jogando futebol amador na Seleção de Ipiaú e com pouco tempo que foi adquirido, assumiu à titularidade da Ponta direita do Bahia.

Era um jogador versátil, veloz e driblador que humilhou muitos laterais esquerdos (que o diga Jurandir do Vitória), além de marcar muitos gols. Foi penta durante o hepta do Bahia, jogando de 1974 à 1978, quando teve seu passe vendido ao Atlético Mineiro pela fábula de cinco milhões de cruzeiros – para os jovens, não se trata de navio, era à moeda (Cr$) vigente no país na época -, dinheiro que serviu para compra do terreno e construção do Fazendão, empreendimento que serviu de sede, centro de treinamento e concentração do clube, durante 40 anos, até a inauguração do CT Evaristo Macedo em Dias D’Ávila.

Esse jogador, chama-se, Jorge Campos, que não chegou ao patamar de Douglas, longe disso, mas, jogou muito futebol e acabou gerando vultosos recursos que permitiram à implementação patrimonial do clube, empreendimento tão abençoado que recentemente foi cedido, temporariamente, ao governo do estado para recuperação de pacientes que já foram infectados pelo Covid-19, já tendo proposta de uma empresa do setor privado para sua aquisição, tão logo seja liberado pela Secretaria de Saúde do estado da Bahia.

NOME: Jorge Albertino de Miranda Campos
DATA DE NASCIMENTO: 21 de maio de 1954
LOCAL: Itororó-BA
POSIÇÃO: Ponta-Direita
PERÍODO: 1974 à 1978
GOLS: 51 gols
ORIGEM: Seleção de Ipiaú
JOGO DE ESTREIA: Bahia 2 X 2 América-MG pelo Campeonato Brasileiro da Série-A de 1974 em 10/02/1974.
CLUBES NA CARREIRA: Bahia, Atlético-MG, Ponte Preta-SP, Sport-PE, Vitória, Central-PE, Serrano-BA, CSA-AL, Leônico-BA, Itabuna-BA

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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