E.C Bahia: Vencendo o Confiança na “preliminar” e abstendo-se de “Doce e Mel”

"Há muito tempo que não se curtia na Fonte Nova uma rodada dupla..."

Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia

Há muito tempo que não se curtia na Fonte Nova uma rodada dupla e, ainda, com o ineditismo do Bahia fazendo ambos os jogos oficiais, em duas competições distintas do futebol profissional. Durante toda semana e até momentos antes da bola rolar, houve muito ôba-ôba de muitos torcedores do Bahia já comemorando, antecipadamente, um triunfo seguido de goleada do Bahia, talvez, porque esses torcedores não se conscientizam e jamais se conscientizarão de que “o jogo é jogado e lambari é pescado” ou, então, ainda guardam na memória um placar de 10 x 2 para o Bahia sobre o Confiança, registrado há 18 anos, quando só o “velho” Nonato, marcou quatro gols, coincidentemente, num dia de sábado em jogo que, também, valeu pela Copa do Nordeste de 2002, ano em que o Bahia carimbou o Bi-Campeonato da Competição.

 

O tempo passou, o futebol sergipano evoluiu, infelizmente, um estado que, em matéria de futebol, nunca foi protagonista no Nordeste, não tenho lembrança quando, seus dois principais clubes, Confiança e Sergipe, disputaram, ou melhor, participaram de uma Série A e, muito menos, quando participaram de uma Série B. Felizmente, este Confiança que enfrentou o Bahia na tarde de hoje, fez uma bela Série C no ano passado e conseguiu o acesso à Série B, time que vinha invicto na temporada, inclusive, perdendo essa invencibilidade neste sábado diante do Bahia e, pelo que observei durante todo jogo, é um time bem arrumado e encorpado que dá a impressão que fará uma boa Série B, dando muito trabalho aos seus concorrentes.

Quanto ao jogo em si o time sergipano, sabendo da dificuldade de enfrentar o Bahia na Arena Fonte Nova e, tendo “gordura” para queimar, tratou de jogar com muita precaução e, como se diz no futebol, “jogando por uma bola” e essa bola veio através de uma pixotada da dupla de zaga Wanderson/Juninho, a bola sobrou de graça para o atacante do “Dragão”, mas, graças a uma grande e precisa defesa do goleiro Anderson, o time sergipano não abriu o placar. No mais, foi um jogo que o Bahia teve muita posse de bola, mas, pecou muito nas finalizações, principalmente, com o nosso artilheiro Gilberto que não estava numa tarde inspirada e o placar acabou sendo de 1×0, com o árbitro potiguar deixando de marcar um pênalti indiscutível a favor do Bahia, quando Gilberto foi atropelado pelo zagueiro do time adversário, dentro da grande área e o juizão fez vistas grossas, assim como no segundo tempo, o atacante Iago foi tocado e derrubado dentro da área e o árbitro, talvez para “compensar” o que não marcou a favor do Bahia, não assinalou e ainda deu um cartão amarelo ao atacante por ter mal entendido que ele forçou a queda e aí, ficou tudo por “um quilo” e fim de papo.

Com relação ao jogo “principal” ou, o “jogo de fundo” como se denominava antigamente, vou me utilizar do famoso monólogo de alfândega: “nada a declarar” ou, melhor, nada a contentar, haja vista que, foi uma partida tão ridícula para o Bahia e com o resultado pior ainda, que não vou nem perder tempo para comentar. Mesmo se tratando do time “T” de Transição, contra o “invicto” Doce Mel de Ipiaú, só posso inferir que o time Sub-23 do Bahia está fazendo dieta na ingestão de “doces”, em função de seus jogadores estarem em regime preventivo temendo serem acometidos de diabete.

Finalizando, fico aqui imaginando que: se antes do jogo contra o Confiança, o afoito torcedor do Bahia só falava em goleada de três ou quatro, imaginemos os prognósticos para o jogo do Doce Mel? As estimativas deveriam ser em torno de 12 x 0 como aconteceu nesse sábado no Campeonato Capixaba, quando o Vitória-ES enfiou, sem pena e sem dó, 12 x 0 no Linhares.

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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