Dado anuncia volta de Caíque e diz que punição “não foi por um ato”

Atacante foi afastado por "uma série de pequenas coisas"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Afastado do elenco de transição, supostamente por se negar a fazer o aquecimento após o jogo contra o Jacuipense, em que Fernandão foi titular, o atacante Caíque voltou a trabalhar com o grupo sub-23, de acordo com informação do técnico Dado Cavalcanti em entrevista ao site Globoesporte. O treinador explicou que a punição não foi aplicada por causa de uma atitude específica. Ele conta que, levando em consideração uma série de comportamentos, optou pelo afastamento, como uma forma de direcionar melhor a carreira de Caíque. “Foi resolvida. O Caíque já foi reintegrado e está trabalhando normalmente”, disse.

 

“É importante ter, primeiro, o cuidado para não expor o atleta numa condição de julgamentos. O atleta não foi afastado por uma indisciplina. Ele foi afastado por um comportamento inadequado que poderia culminar em algo mais grave lá na frente. Então, em vez de remediarmos algo muito maior, nós preferimos, e eu tomei essa decisão junto com a direção, eu preferi antecipar para que esses fatos não viessem a acontecer lá na frente. Dar um puxão de orelha no atleta, direcionar ele para o caminho, deixa-lo de castigo mesmo, afastar um pouquinho, fazer com que ele trabalhe separado, para ele refletir no que vinha fazendo”, afirmou Dado.

“Volto a falar: não foi um ato, um gesto ou um momento. Foi uma série de pequenas coisas que poderiam, lá na frente, transformar um atleta promissor e talentoso em um cara que não seja valorizado internamente pelos seus companheiros. Ou, pior ainda, criarmos mais um atleta mimado, acostumado a só “venha a nós”, “venha a nós”, nada de “ao vosso reino”. Então foi mais ou menos neste aspecto. Um direcionamento de carreira, eu posso confirmar. Para vocês entenderem, neste processo, nós envolvemos os empresários do atleta. Eu conversei com os empresários. O Diego Cerri, nós tivemos uma reunião, nós quatro, para que eles entendessem o que foi feito no processo. Alimentamos ainda mais o atleta com outros profissionais paralelos aos do clube, para trabalhar mais na orientação, escolhas, na cabeça do atleta.”

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