BA-VI: Roger espera triunfo do Bahia para manter tabu contra o Vitória

"Tabus foram construídos ao longo do tempo", disse

Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Pressionado após eliminação precoce na primeira fase da Copa do Brasil para o River do Piauí, o Esporte Clube Bahia entra em campo neste sábado defendendo um TABU de 12 jogos sem perder do Vitória e precisando do triunfo para amenizar a decepção do torcedor que ainda não havia engolido a queda de rendimento no segundo turno do Campeonato Brasileiro e já começa o ano com uma enorme frustração. Nesta sexta-feira (7), em entrevista na sala de imprensa do Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, o técnico Roger Machado falou sobre o momento de pressão que vive a equipe, porém, deseja conquistar o triunfo e manter a escrita diante do rival.

 

“Tabus foram construídos ao longo do tempo. Na minha vivência, como, além de desportiva, treinador. Passei por muitos clássicos. Já passei pelo Grenal, Corinthians x Palmeiras, Atlético-MG x Cruzeiro, Fluminense x Flamengo, Caju, Caxias e Juventude, e cada clássico conta sua história, seu elemento cultural envolvido, ligado intimamente a esse jogo. O que a gente deseja é ter esse triunfo frente ao nosso adversário tradicional e manter essa escrita. Não que ela nos force a entrar em campo e manter. Jogar com essa prerrogativa e pressionado por essa questão de aumentar ou de não perder o clássico, que já vem, se não me engano, há 12 jogos. Só vai jogar um peso desnecessário. Nós queremos um triunfo. Vamos respeitar muito nosso adversário. Que a disputa fique dentro de campo. Também sei que, em outros clássicos, muitas vezes o externo se sobrepôs ao que aconteceu dentro de campo. Como a gente tem esse espetáculo, nós temos a responsabilidade também com a segurança desse evento e fazer dele um grande jogo de campo. Que o triunfo seja conquistado pelo melhor, e que esse melhor possa ser a gente”, indicou.

O treinador voltou a lamentar a eliminação na Copa do Brasil, porém, acredita que o Bahia pode construir outra história a partir de agora com resultados positivos.

“O que temos que fazer é aprender lições. O ambiente vai pressionar pela eliminação. Assim como quando se faz coisas boas tem elogios, quando não se faz se é cobrado pelos resultados e a pressão do ambiente vai aumentar. Se sentir pressionado é uma opção que desejo não levar para a beira do campo para não transmitir para os atletas, para que eles tenham naturalidade para atuar da melhor forma. A eliminação vai ficar marcada, assim como outros eventos. Só que a gente pode construir outra história a partir de agora. Um insucesso, daqui a um tempo, esses insucessos traumáticos são acumulativos. Quando a gente vir esses insucessos lá na frente, vai ser lembrado que a gente foi eliminado precocemente da Copa do Brasil. Mas nada que conquistas futuras para suavizar ou tranquilizar este insucesso, como uma parte importante da construção daquele triunfo, daquela conquista, de uma conquista de Sul-Americana, Copa do Nordeste. Isso tudo tranquiliza, como um passo importante. Mas isso vai depender de como a gente vai reagir no momento seguinte à eliminação. Se a gente vai se fortalecer e mostrar que foi um, embora dolorido, um passo importante para essa retomada. Ou sucumbir de alguma forma e não conseguir reagir na competição”, indicou.

 

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