A gestão do E.C Bahia, o torcedor e a inversão perversa da razão

"A gestão liderada por Guilherme Bellintani tem contribuído e muito"

Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia

A inversão perversa da razão. Começo minha dialética com uma pergunta: o que possui de comum nas gestões do Esporte Clube Bahia? Tentarei ser pragmático em minha análise. Já vivi momentos de alegria e de profunda tristeza nesses anos de paixão pelo Bahêa. Vibrei com títulos, o principal deles, o brasileiro de 1988. Chorei com os rebaixamentos, até mesmo para a penosa Série C…. em nenhuma delas o clube foi abandonado por essa nação. Sem dúvida alguma, nosso maior patrimônio é a torcida.

 

Vou arrebatar para nosso contexto um recente sucesso carnavalesco:
Torcida – Ok
Gestão responsável – Ok
Brota com mais um título para desespero dos rivais.

Só que nossos títulos não têm brotado e com isso em todos os anos algum vexame nos faz perder o brio e fraquejar.

Você deve estar se questionando, “cadê a relação falada no trecho inicial?”. O que tem em comum todas as gestões, as boas e as nefastas, é o fato de que todas elas não conseguem suportar o questionamento do torcedor. O sucesso atual que temos obtido fora de campo não tem se repetido dentro dele e qualquer questionamento em torno de títulos, resultados, contratações, é sempre “invertido perversamente” comparando os piores momentos vividos na nossa rica história esportiva. O torcedor fica então renegado a mero pagador de boletos.

Mas quem é de fato responsável pelo crescimento do clube? O torcedor que paga caro para ser sócio, que paga caro para consumir produtos oficiais e caro para ir aos jogos, mesmo com todo esforço para poder incluir aqueles de menor condição financeira, ou a gestão que administra responsavelmente nossos recursos? O verdadeiro responsável pelo crescimento do clube é a torcida do Bahia. A gestão liderada por Guilherme Bellintani tem contribuído e muito, mas é você torcedor o fiel da balança.

Só esperamos mesmo poder comemorar títulos e ver dentro das quatro linhas um futebol vibrante. Quanto a você, gestor, não se ofenda com nossas cobranças. Inverta essa lógica e faça delas o que logicamente representa.

Rodrigo Mariano, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

 

 

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2 Comentário

  1. Rodrigo Mariano, esse Presidente do Bahia e toda a direção , preocupam- se unicamente com as finanças. Repare que o TIME, desde a gestão de Marcelo Santana até os dias de hoje, foi simplesmente relegado à segundo plano.
    A Direção Tricolor esquece que a alma do time são os Torcedores, e esses com certeza já estão de saco cheio dessas contratações meia boca. Fazem dinheiro com os bons jogadores e nunca repõem à altura, ficam enrolando trazendo ex jogadores tipo Fernandão, que apesar de ser um bom jogador, sozinho não supre a falta dos que foram vendidos.
    Está na hora do Nosso Presidente ouvir a voz dos Tricolores e formar um time de verdade, chega de refugos., chega de tantas decepções,.
    Rapaz, se com um time ruim como o que temos tido conseguimos chegar no patamar financeiro que estamos, tu consegue imaginar se eles colocassem em campo um time de verdade??!!

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