Um Balanço do Bahia de 2019 e as projeções para a temporada 2020

"Não foi um ano perfeito, mas não foi um ano todo perdido"

Em vista do final de ano de ganhos e perdas ocorrido em 2019, o Esporte Clube Bahia começou a se movimentar no mercado para o ano de 2020, onde serão disputadas cinco competições e é essencial que seja um plano mais ajustado do que em 2019. Digo isso no sentido que o ano de 2019 foi muito propício a voos mais altos, contudo, mesmo assim, em vista de outros anos em momento algum nossa luta foi contra o rebaixamento e passamos tranquilos pela elite do futebol nesse ano. Fazendo uma crítica fria, temos que colocar na cabeça que hoje temos algumas coisas que há tempos atrás nem pensávamos em ter, a começar pela comissão técnica formada por profissionais com mercado e cobiçada por muitas equipes SIM do futebol nacional. Nosso diretor de futebol foi assediado por outros clubes de maior investimento, e deve seguir. Essa continuidade é benéfica, pois amadurece a convivência e mostra que há sim um planejamento em médio prazo e que podem sim gerar coisas maiores no ano que vem.

 

A proposta feita pelo jogador dos Santos, Jean Mota, mostra que a Diretoria tem feito um trabalho sério e restaurou o respeito e o profissionalismo que se exige de uma instituição séria. Há alguns anos, ninguém queria vir para o Bahia, devido às desastrosas administrações passadas, que não pagava ninguém vivo e que deixou um funesto legado de dividas que estão sanadas e foi renegociado, o que impede o clube de ter prognósticos mais elevados nas investidas do clube, dinheiro pago a jogadores aposentados e que poderia estar sendo investido em atletas de primeiro nível.

A Cidade Tricolor é um dos pilares dessa melhora e vai levar a equipe para um equipamento de primeiro nível em 2020, além de mudar o patamar do Esquadrão aos olhos nacionais e internacionais, traz a estrutura que qualquer atleta profissional quer, além de dar à base a tranquilidade para desempenhar sua formação de atletas, futuros ativos do clube.

A equipe sub 23 é fundamental para aliviar o calendário e é uma saída barata para disputar o falido Campeonato Baiano e algumas partidas, porque não, da Copa do Nordeste, para que seja possível planejar a temporada de Copa Sul-americana, Copa do Brasil e Brasileirão com maior intensidade. Além disso, essa equipe de transição pode render bons jogadores que podem seguir na equipe principal com custo reduzido e que pode gerar receitas para os cofres do Clube.

Importante nesse momento de planejamento para o ano de 2020 olharmos bem o mercado, pois, ao contrário do que se pensa e diz grade parte da apaixonada torcida que cogita e fantasia jogadores caros de outras equipes, tem que se trazer jogadores com o perfil adequado para jogar no Bahia, que queiram vir para o mercado Nordestino e se entregarem de corpo e alma.

Olhar o mercado sul-americano é importante também para internacionalizar a equipe que vai disputar um torneio internacional e precisa de jogadores experientes e acostumados com esse tipo de competição, para avançar e tentar ganhar esse campeonato sim, não só fazer figura, para alçar ainda mais o nome do Bahia o mais alto possível.

Embora a administração Bellintani seja de primeira linha na questão administrativa, deveria ter sido um pouco mais político no trato com os jogadores diante da queda de rendimento do clube no segundo turno, ou melhor, fazer com que alguém que tivesse trânsito livre no grupo saneasse a questão da melhora da premiação, pois seria um salto de qualidade e de receitas a classificação para libertadores que poderia também ser um atalho para ir direto para as oitavas de Sul-Americana caso fosse eliminado entre os melhores terceiros colocados.

Enfim, não foi um ano perfeito, mas não foi um ano todo perdido, pois a torcida sabe que podemos jogar em alto nível contra qualquer adversário como fizemos durante esse ano na Copa do Brasil e Brasileirão. A questão toda é entender que se deve ser ambicioso, afinal, metas ambiciosas, mesmo que internamente devem existir.

O Athletico do Paraná não conseguiu nada de um dia para o outro, (nem vai ser assim com o Bahia), mas seus diretores estabeleceram prioridades de se manter na Copa Libertadores ano após ano e buscou primeiro os títulos que lhe deram projeção e que lhe era possível, a copa Sul-americana e a do Brasil. Grande parte dos jogadores que o time paranaense vendeu foi de sua equipe sub 23, dentre eles Renan Lodi e Bruno Guimarães para o Atlético Madri com preços colossais.

Por isso volto a dizer, estamos sim no caminho certo e a torcida que é responsável por criticar tem que ser responsável em cobrar e manter o patamar se associando e consumindo os produtos oficiais e cada vez mais aumentando e melhorando os investimentos do time ano após ano, e com certeza 2020 será muito melhor que 2019.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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