Bahia está construindo uma nova visão com a política de contratações

E.C BAHIA: O DIA A DIA É QUE FAZ UM FORTE ALICERCE

Olhando o elenco do Bahia e observando que nós temos uma grande parte de jogadores vinculados ao Esquadrão e acompanhando o fluxo do mercado, venho fazer uma observação, temos que ter esse ano de 2020 jogadores que não nos desfalque quando chegarmos nos jogos importantes contra clubes fortes, que não deixem de usar seus jogadores por eles terem sido emprestados de outros times. Já chegou Daniel em definitivo e Jadson que veio por empréstimo do rebaixado Cruzeiro que vai disputar a Série B pela primeira vez, assim, serão jogadores que não serão desfalques por questões contratuais, coisa que muito atrapalha nossa equipe e atrapalhou nesse ano de 2019.

 

Só para ilustrar, contra o Palmeiras tivemos que jogar sem Artur, Guerra e Juninho, contra o São Paulo sem Shaylon, dentre outras situações. O custo benefício de um empréstimo pode ser meramente esportivo como foi o caso de Artur Victor, o que não é ruim, mas o lucro financeiro na maior parte vai para o detentor do passe do atleta inevitavelmente, mesmo com a taxa de vitrine, não vejo tanto benefício para o clube ser “barriga de aluguel”. O clube tem feito esse trabalho e poucos tem tido a paciência de entender que cada vez menos trazermos jogadores emprestados, tanto que o Bahia tem feito propostas a atletas para trazê-los para serem ativos do clube.

O caso das propostas feitas pelo clube para adquirir Carlos Eduardo, do Palmeiras, e Thiago Galhardo, do Ceará, são exemplos da nova visão que está sendo construída ano a ano pelo clube, que tem 70% do plantel com direitos econômicos vinculados ao Bahia e com uma nova possibilidade que é a abertura que o clube está tendo no mercado Europeu. Contudo, ainda contesto essa política de emprestar como teste, como foi feito com Eric Ramires, que atuou 6 minutos em uma única partida nessa temporada no time suíço. Na Europa os caras compram e o contrato feito pelo garoto requer que ele jogue uma quantidade de jogos para alcançar um valor X, coisa que o clube europeu tem feito para que ele não jogue e assim pagar ou usar o atleta durante o período que estiver lá por um módico valor e mesmo estando na Europa não alcance visibilidade pretendida.

No entanto, vejo que os finos ajustes vêm com o tempo, com a relação que está sendo construída ano após ano, aliás, de maneira elogiável nesse sentido, afinal o mercado da bola hoje vê o EC BAHIA com uma seriedade jamais vista nos anos de lama das gestões anteriores. Certo é que o Bahia no mercado já lucrou mais de 50 milhões de reais em venda de atletas desde o início da gestão Bellintani, além disso, já não mais se leva jogadores daqui com qualquer troco, como era antigamente e a transparência que há na gestão mostra que esses valores são reinvestidos no clube, e não mais escorrem pelo ralo ou são desviados descaradamente para bancar garrafas de Whisky caríssimas para certos “playboys”. É um caminho certo, é, mas ainda é possível fazer muito mais.

Ainda há o preconceito geográfico latente, isso é fato, mas, no competitivo mundo milionário do futebol, se inserir no contexto sendo respeitado de fato é um grande passo nessa construção que é paulatina e não pode mais ser interrompida, pois quem quer tenha aspiração politica diversa do que hoje o estatuto define, não se criará ou se perpetuará como era nos tempos nebulosos da gestão política dos “Senhores Feudais” que se amparavam no antigo estatuto para amealhar e tirar proveito pessoal às custas da instituição.

Enfim, o ano de 2020 é preciso trazer jogadores sim, e isso vai ser feito, pois a política da diretoria atual é observar as oportunidades de mercado, o que é importante para nosso orçamento que é muito menor que os clubes que são beneficiados com os incentivos das TVs e dos patrocinadores além de estarem no Eixo SUL/SUDESTE, pois tem invariavelmente mais espaço na mídia nacional que nós, muito por culpa dos mistos. Por isso a associação é fundamental para concorrer nesse cenário desleal, para que se crie receitas para que o clube possa comprar jogadores sim, como fez com Fernandão, que foi uma clara demonstração de força dos sócios, ainda que ele não tenha rendido o esperado e que pode sim, se repetir na aquisição de novos atletas para a continuidade do projeto.

A ambição deve ser de querer ir mais alto, temos uma base de time, jogadores já se conhecem, perdermos poucas peças creio eu e Roger vai pegar o time do início. Temos que nos atrever a querer ser maiores ainda do que já somos, ambicionar o topo e ter uma melhor gestão de elenco, para não acontecer o claro boicote que houve por parte dos jogadores na segunda metade do campeonato, afinal quem acompanha futebol sabe que isso ficou explícito, mesmo que a diretoria negue que afunda diretora e técnico é que faz dentro de campo, para que com o grupo gerido devidamente renda o que rendeu na primeira parte do campeonato e seja a equipe vencedora que se mostrou nesse tempo durante todo os campeonatos que disputar.

Esperando as cenas dos próximos capítulos

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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