Roger elogia Marco Antônio e explica escalação de Guerra contra o Grêmio

Treinador festejou o triunfo sobre o time de Renato Gaúcho

Foto: Vinícius Costa/BP Filmes

Um dos personagens do triunfo do Esporte Clube Bahia sobre o Grêmio, na noite desta quarta-feira, na Arena em Porto Alegre, o meia-atacante Marco Antônio em jogada individual acabou sofrendo o pênalti que garantiu o 1 a 0 no placar com gol de Arthur Caíke aos 44 minutos do segundo tempo. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Roger Machado elogiou o jogador, citando também a contribuição dele na recomposição defensiva, e parabenizou pela atuação nos poucos minutos que esteve em campo na etapa final. Com o triunfo, o Esquadrão chegou aos 41 pontos e voltou a encostar no G-6, igualando a pontuação do Grêmio, sexto colocado.

 

“Hoje teve oportunidade, porque eu queria o tipo de jogo dele, precisava da vitória pessoal dele, cobrei dele recomposição defensiva. Ele me deu. Não sou eu que escalo o jogador; é ele quem se escala. Por isso parabenizei ele no final do jogo. Fico feliz, e ele também. Quando estiver bem, vai receber oportunidade. Eu dizia que precisava evoluir, precisava mostrar nos treinos, números. A parte ofensiva sei que… Hoje ele nada mais fez do que faz todo dia no treinamento. Pegou a bola no fundo e vai para cima do adversário, em 90% das vezes, ele tem vitória pessoal. O que faltava era o compromisso defensivo. Ele me mostrou, nessas três semanas, quando conversei com ele, mostrei números, que, comparando com jogadores da posição dele, que colegas trabalhavam com números de sprints quatro, cinco vezes maiores que ele, ele precisava evoluir. Não era por incapacidade física, mas por desconcentração no treino, esperar que outro roubassse a bola e acionasse ele para ele fazer o que faz de melhor. Precisava participar do processo defensivo também”, disse.

Roger Machado também explicou a escalação do meia Alejandro Guerra. “Ideia era justamente porque o Grêmio tenta o controle do jogo sempre. Tendo a bola, nós iríamos contra-atacar, mas, quando a gente não conseguisse, a ideia era manter controle pela qualidade do Guerra. Não pela força do tripé e só explorar contra-ataques. Tentar impor, não controle pela roubada de bola, força, mas no controle quando a gente tivesse a posse, conseguir articular nosso jogo. Para também conseguir empurrar o Grêmio, subir nossas linhas para não ficar muito próximo do gol. Quando o Grêmio conseguiu empurrar para dentro da área, momentos em que conseguiram profundidade com os laterais ou a bola infiltrada entre os zagueiros, nos gerou problema. Por isso escolha a pelo Guerra”

“Nível de concentração não baixa por si só, está ligado ao desgaste. Contra o São Paulo, foi um jogo jogado em alta intensidade em função do modelo do Diniz, jogo de muito desgaste cognitivo. A gente, no futebol, costuma avaliar desgaste físico. Jogador de futebol… Eu e tu tomamos 2.400, 2.500 tomadas de decisões por dia. Jogador toma 2.700, 2.800 em 90 minutos. Isso tem um preço num jogo desgastante com pouco tempo de recuperação. Concentração baixou. Falei aos atletas. Mas esse é o nosso time, não jogo do primeiro tempo, em que não atuou bem contra o Fluminense. Contra o São Paulo e o Athletico, atuamos bem, e os resultados não vieram por circunstâncias do jogo. Primeira vez que vencemos o Grêmio em Porto Alegre, um jogo de altíssimo nível, alcançamos 41 pontos, que nos deixam na 7ª colocação. Mas festejo a vitória, e, sobretudo, a atuação segura”

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