Paulo Carneiro contesta Bellintani e diz que Vitória vai buscar seus direitos

"Bahia não quer o Vitória na Fonte Nova", disse

Foto: Maurícia da Matta / EC Vitória

Ainda que tenha se recusado no passado mandar seus jogos na Fonte Nova sob o argumento de ter seu estádio próprio e seus torcedores taxando o equipamento do governo apenas como uma simples “casa de praia” dando ênfase um orgulho que não se sustentou. Hoje, o Esporte Clube Vitória diante uma forte crise administrativa que resultou com a queda para a 2ª divisão e o retorno de Paulo Carneiro ao cargo de presidente do clube optou por recapitular, transformando que era apenas uma desprezada casa de praia em seu santuário preferido, no entanto, desta vez encontra dificuldades de fechar o acordo com o consórcio que administra o estádio e o próprio governo do estado que pela nota divulgada ontem à tarde simplesmente lavou as mãos.

 

Após o presidente Paulo Carneiro reclamar da demora na autorização para o Esporte Clube Vitória utilizar a Arena Fonte Nova e citar um possível favorecimento do Governo do Estado ao Esporte Clube Bahia, o presidente Guilherme Bellintani rebateu as declarações na manhã desta segunda-feira (5). Em entrevista à Rádio Metrópole, o mandatário tricolor citou o Estádio Manoel Barradas, inaugurado em 1986, e lembrou que o terreno e as obras foram doados pelo Governo. O mandatário rubro-negro contestou o tricolor quando as declarações se referindo ao Barradão, alegou que o Bahia não quer o Vitória jogando na Fonte Nova, citou da antiga sede de praia do rival, que ficava na orla da Boca do Rio e por fim, garantiu que o clube vai buscar os seus direitos de mandar seus jogos na Fonte Nova. VEJA TUDO ABAIXO:

“Essa história de que Pituaçu foi feito para beneficiar o Bahia, precisamos de uma análise histórica. Está lá no site do Vitória toda a história do Barradão e como ele foi construído. Isso ninguém pode esconder, o estádio se chama Manoel Barradas porque todos sabem os motivos, não sou de ficar me torturando quanto a isso não”, disse Bellintani, durante o Jornal da Bahia No Ar da última segunda-feira.

“Eu até entendo, o Barradão é uma obra estável, a vista de todos, embora os recursos tenham sido muito pequenos. O estádio não tinha nem dez mil arquibancadas quando nós chegamos, não tinha bilheteria, estacionamento e nada. Era um dinheiro pequeno. O presidente do Bahia, não sei nem se era nascido, se vestia fraldas e usava chupeta, mas eu preciso lembrar a ele que o Bahia também foi aquinhoado, mas o Bahia resolveu gastar em sua sede de praia fazendo piscina olímpica e outras obras. Portanto, preciso lembrar ao presidente do Bahia de que não é bem como ele está falando”

Ele ainda voltou a cobrar a gestão estadual por um desfecho da negociação para o Vitória transferir o mando de campo do Barradão para a Fonte Nova. “Agora suas declarações têm gente atenta restabelecendo as verdades. No fundo todo mundo sabe que o Bahia não quer o Vitória na Fonte Nova, afinal de conta eles já se espalharam lá com loja, museus e nós vamos buscar os nossos direitos sim, mas tenho confiança de que o governo, sensível aos interesses de todos os baianos, vai saber respeitar a nossa decisão de usar um dos nossos mandos de campo”

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2 Comentário

  1. Paulo Carneiro é inteligente na verdade quer desvirtuar o foco da questão, seu time está na zona do rebaixamento, com salários atrasados, já trocou vários técnicos, contrataram quase vinte jogadores e a imprensa amedrontada nada divulga, senão ele ameaça até de porrada, o Bahia já divulgou seu contrato que era confidencial, ele tem que ter uma média de 13 mil pagantes, como ele tem mais de quinze mil sócios com direito a ingresso, ele paga o consórcio um valor de quase cinquenta reais por cada sócio que ultrapassar este limite, se o público ultrapassar a média mensal de 13 mil ele ganha um Bônus, ele paga caro pela loja e pelo museu, só que Carneiro quer que o Governador interceda para ele ter uma média menor, foi por isso que Inteligentemente Bellintane disse que qualquer contrato melhor que isso, o Bahia terá quer ser beneficiado, sendo que a média de público hoje do Vitória é de quase quatro mil, ou seja, se assinar o mesmo contrato do Bahia dará um tiro no pé.

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