“A gente tem conseguido montar equipe competitiva”, diz diretor do Bahia

Diego Cerri explicou o processo de contratações do clube

Foto – Felipe Oliveira/EC Bahia

Após perder o volante Douglas Augusto, negociado pelo Corinthians, e vender o lateral-esquerdo Paulinho, o Esporte Clube Bahia foi ao mercado em busca de novas peças, mas também para outras posições, como a defesa que era tratada como uma prioridade, problema resolvido com a chegada de Juninho que já foi regularizado e pode estrear contra o Grêmio nesta quarta-feira. O meia de criação tão aguardado também chegou: Alejandro Guerra, outro que vem por empréstimo do Palmeiras. Para o lugar de Paulinho, o nome perto de ser oficializado é de Giovanni, que estava na Ponte Preta. Juntamente com ele, serão anunciados o zagueiro Marlon e o atacante Lucca, ambos do Corinthians. Resta agora apenas o volante para ocupar a lacuna deixada com a saída de Douglas.

 

Principal responsável pelas negociações para contratação de reforços, o diretor de futebol Diego Cerri falou um pouco sobre este processo, fazendo questão de exaltar o grupo que trabalha diariamente para renovar o elenco quando preciso. O dirigente também destacou que aos poucos o Bahia vai conseguindo montar uma equipe competitiva, exemplo disso é a boa campanha que atravessa, tanto no Campeonato Brasileiro onde ocupa a 8ª colocação com 14 pontos, como na Copa do Brasil onde figura entre os oito melhores e brigando por uma vaga contra o Grêmio nas semifinais.

“Ninguém faz nada sozinho. Clube vem crescendo, se estruturando, se profissionalizando. A gente tem equipe de trabalho boa. Acho que é meio chavão, mas é muito trabalho. Cara não pode se acomodar em uma função dessa porque é uma demanda muito grande. Aqui no Brasil as pessoas enxergam muito o trabalho do diretor de futebol como o cara que contrata. Mas acho que, se fosse te responder uma pergunta, é claro que tem todo o trabalho que não é visível, mas é a parte das contratações que marca mais. É uma linha de gestão técnica que foi possível colocar em prática aqui no clube. A gente tem conseguido aos poucos trazer jogadores que criam vínculo, ficam por mais tempo. Bahia tem pouquíssimos atletas emprestados. Agora estão chegando alguns, mas cada um com uma particularidade de contrato que prevê algo futuro. Aos poucos a gente tem conseguido montar equipe competitiva. Esse trabalho tem feito com que a gente tenha uma longevidade maior dentro do clube. Se fosse eu sozinho, nada daria certo. A gente tem uma equipe bem qualificada”, falou.

“Quando converso com os atletas, acho que primeiro o atleta percebe muito a tua honestidade, tua franqueza. Talvez por ter passado um pouco em cada função, ter sido um projeto de atleta, convivendo esses anos todos, a gente sabe muito bem como funciona a cabeça do atleta. Ser honesto e apresentar o projeto como de fato é, deixar o atleta com liberdade para buscar informações. Errar e acertar faz parte do jogo. Atletas não são máquinas, são seres humanos, precisam de um tempo para se adaptar, cada um responde de uma maneira diferente. Sempre tem um risco. Meu sonho é ficar, em algum momento, em um patamar que possa contratar três jogadores e manter um grupo trabalhando já entrosado. Você diminui muito o risco. A gente fica de madrugada, faz aquele trabalho invisível. Sempre vai ter uma margem de erro. A gente procura minimizar muito esse erro estudando a característica do jogador que vem, entender como ele se encaixa no nosso jeito de jogar, como complementaria. Uso muito isso em nossa conversa com o jogador, como atua no campo, as questões extracampos. Ele percebe que não estou escolhendo aleatoriamente por uma conveniência de momento. Brigo muito pelo atleta que a gente quer, não pelos que são oferecidos”, disse.

Deixe seu comentário

1 Comentário

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*