Bahia reduz quase à zero chances de rebaixamento e Vitória segue estagnado

Esquadrão diminuiu para 0,9% as chances de queda

Mais uma rodada de números do site “Chance de Gol” atualizaram nesta segunda-feira (22) com as probabilidades de conquista do título do Campeonato Brasileiro, bem como o tamanho dos riscos e perigos para o rebaixamento. Na parte de cima da tabela, o Palmeiras após vencer o Ceará por 2 x 1, ampliou para 77% as possibilidades de conquistar o seu décimo campeonato brasileiro. Flamengo, que massacrou o Paraná dentro de casa, aparece com apenas 10% de chances. Já o Internacional, que ainda não jogou na rodada, aparece com 12% de chances. Vale lembrar que Flamengo e Palmeiras se enfrentam no final de semana, no Maracanã, uma final antecipada.

Na luta contra o rebaixamento, o Esporte Clube Bahia ao vencer o Botafogo por 1 x 0 no sábado no Rio de Janeiro, respirou aliviado quando reduziu para 0,9% o tormento que persegue os clubes nordestinos na competição. Infelizmente, o fato que não acontece com o Ceará (com um jogo a menos, vale lembrar) e o Sport-PE que venceu o Vasco, ambos estão com 23% e 85%, respectivamente. O Esporte Clube Vitória após o empate em 2 x 2 com o Corinthians segue estagnado, com 43,6% chances de rebaixamento, e considerando os números frios, aparece como um dos rebaixados junto com a Chapecoense, Sport-PE e o Paraná, este último por sinal sem qualquer chance de reação.

Na próxima rodada, o Bahia visita o Corinthians em Itaquera, enquanto o Vitória recebe o São Paulo no Barradão. De acordo o site, as probabilidades de título, classificação, rebaixamento são obtidas com base nas probabilidades de vitória, empate e derrota calculadas para cada um dos jogos ainda não realizados só campeonato em questão. A partir de milhares de simulações de todos esses jogos, são contabilizadas todas as possibilidades de cada uma das equipes se classificar à fase seguinte, ir para a repescagem etc.

VEJA ABAIXO AS CHANCES DE REBAIXAMENTO



8 – Atlético-PR (40 pontos) – 0,01% de chances
9 – Fluminense (40 pontos) – 0,07%
10 – Cruzeiro (40 pontos) – quase 0%
11 – Bahia (37 pontos) – 0,9%
12 – Corinthians (36 pontos) – 3,5%
13 – Botafogo (35 pontos) – 25,6%
14 – Vasco (34 pontos) – 29,6%
15 – América-MG (34 pontos) – 25,7%
16 – Vitória (33 pontos) – 43,6%
17 – Ceará (31 pontos) – 23%
18 – Chapecoense (31 pontos) – 62,3%
19 – Sport (30 pontos) – 85,8%
20 – Paraná (17 pontos) – quase 100%

Entenda como são feitos os Cálculos pelo “Chance de Gol”

As probabilidades de título, classificação, rebaixamento etc. publicadas neste site são obtidas com base nas probabilidades de vitória, empate e derrota calculadas para cada um dos jogos ainda não realizados so campeonato em questão. A partir de milhares de simulações de todos esses jogos, são contabilizadas todas as possibilidades de cada uma das equipes se classificar à fase seguinte, ir para a repescagem etc.

As probabilidades de cada resultado de cada jogo dependem basicamente da força de cada oponente. Tais forças, após quantificadas e ordenadas, são divulgadas mensalmente nos Rankings Chance de Gol de Seleções, Brasileiro de Clubes e Mundial de Clubes.

As forças calculadas e divulgadas nos Rankings Chance de Gol visam medir e ordenar o status atual dos clubes brasileiros e dos clubes e seleções de todos os continentes. Trata-se, portanto, de um conceito diferente dos rankings frequentemente publicados por revistas e jornais, que pretendem apurar “as melhores equipes da história”, independentemente de seu nível técnico atual. Os Rankings Chance de Gol são, na verdade, ratings, se assemelhando em conceito aos rankings da FIFA, da IFFHS e da ATP, por exemplo, no sentido em que tem por objetivo apurar “as melhores equipes da atualidade”, independentemente de seu currículo histórico.

Os resultados dos jogos considerados são processados levando em conta, entre outros fatores, o local de jogo (se em casa, fora de casa ou em campo neutro), a idade dos jogos (jogos mais recentes têm peso maior) e a força dos adversários. Os cálculos levam em conta os jogos realizados estritamente dentro do período especificado e não levam em consideração títulos ou classificações conquistadas ou quaisquer outras informações de cunho histórico, pois os resultados e títulos obtidos há 10, 20 ou 40 anos nada têm a ver com o estágio técnico atual dos times. Também não são considerados fatores não-matematizáveis como tabus, invencibilidades, desfalques, contratações, interferências de arbitragem, conjunturas políticas etc.

Na prática, a existência de muitos confrontos entre as mesmas equipes e a presença de um efeito de mando de campo e de um peso associado à idade dos jogos (entre outras variáveis) obrigam o uso de técnicas mais sofisticadas para se resolver o sistema de equações e obter as forças (rankings) de cada time.

Os valores das forças de cada time (correspondentes aos seus pontos nos Rankings Chance de Gol) não têm significado proporcional absoluto, mas apenas significado aritmético comparativo: ou seja, se duas equipes têm 3 e 1 pontos, isso não significa que a primeira seja tecnicamente “três vezes melhor” do que a segunda. Ao contrário, a diferença técnica existente entre uma equipe com 3 e outra equipe com 1 ponto é rigorosamente a mesma que existe entre duas equipes com 4 e 2 pontos, com 1468 e 1466 pontos ou com 0,8 e -1,2 pontos.



As forças de cada equipe podem ser relacionadas às respectivas capacidades de marcação e de não-sofrimento de gols e a diferença de forças entre duas equipes pode ser interpretada como a diferença média de gols entre elas em um hipotético confronto direto. Por exemplo, se o Time X for 1,8 ponto melhor que o Time Y, isso significa dizer que, se esses dois times se enfrentassem muitas vezes nas mesmas condições, então o Time X marcaria, em média, 1,8 gol por jogo a mais que o Time Y. Por esse motivo, equipes com diferença de pontuação muito abaixo de 1 (ou seja, muito próxima de zero) podem ser consideradas, em algum sentido, “tecnicamente empatadas”.

No decorrer de um campeonato, cada time tem uma sequência diferente de jogos a disputar, envolvendo adversários com forças diferentes em locais diferentes. Além disso, após cada rodada, os pontos ganhos, saldo de gols, número de vitórias, etc. das equipes participantes obviamente se alteraram. Também em consequência dos resultados da rodada, as forças dos futuros adversários de cada time são atualizadas e, consequentemente, as probabilidade de classificação à próxima fase, rebaixamento, etc. também são alteradas a cada rodada. Por isso, ao longo de um campeonato, nem sempre coincidirão as ordenações dos times por pontos ganhos e por probabilidades de título ou classificação.

Não se deve confundir probabilidade alta com certeza nem probabilidade baixa com impossibilidade. A atribuição de 80% de chance de vitória do Time X sobre o Time Y, por exemplo, não deve ser considerada como uma afirmação de que “o Time X VAI GANHAR o jogo”, mas como um favoritismo do Time X, ou seja como uma tendência de que a vitória do time X seja mais provável de acontecer do que o empate ou a vitória do time Y. Da mesma forma, uma probabilidade de 90% de o Time Z ser rebaixado não significa uma afirmação de que o Time Z “VAI SER REBAIXADO”, mas como uma tendência, baseada no retrato daquele momento, de que isso venha a acontecer.

Todas as probabilidades divulgadas no Chance de Gol (chances de vitória, empate e derrota no próximo jogo, chances de classificação à próxima fase, chances de ser campeão etc.), bem como as forças (rankings) de cada time, são baseadas em um modelo de probabilidades e calculadas através de técnicas matemáticas e estatísticas desenvolvidas em Tese de Mestrado (pelo Depto. de Estatística da USP) e testadas detalhadamente desde a Copa do Mundo de 1998.

 

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