A performance do Enderson no Bahia e os perigos de um rebaixamento

"Alô Diretoria! Vamos acordar antes que a inês chegue ao óbito!"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Imagino o quão é difícil um treinador aceitar que o seu erro ou seus erros foram determinantes para uma derrota. O Enderson Moreira precisa mostrar quais os critérios que utiliza nas escalações e, principalmente, nas substituições. Sei que o treinador, melhor que ninguém, conhece ou deveria conhecer cada jogador do seu elenco e, desta forma, tirar o proveito necessário para se utilizar do melhor no seu dia-a-dia.

Nesse jogo contra o São Paulo, ele foi infeliz desde a escalação quando sacou, de forma grosseira, o Ramires. O menino jogou muita bola contra o Sport e como recompensa pela sua performance foi sacado do time titular. Qual a razão? O Enderson na sua melhor aparição de um “Enrolando Lero” justificou em função de um suposto AUÊ que se criou depois da brilhante atuação do garoto ante o time pernambucano. Pode isso?

Colocou o Vinicius que de há muito vem devendo em termos de boas atuações. O jogador bem que sabe que não está produzindo o suficiente para ter essa estável titularidade! Mas, o treinador entendeu que deveria ser ele o titular. Pior foi a substituição do Vinicius! Tirou Vinicius e, salvo o engano, colocou o Éber… e, o Ramires no banco!

O Élber, à propósito, é visto pelo Enderson como um velocista! Imagina!!! Um jogador de baixa produtividade em campo e, quando acionado, nunca consegue ganhar um pique contra o adversário! Velocista… quem disse, Berenice?!



E o treinador continuou sua tarde-noite de desatinos quando, primeiro só começa a substituir após os 20 minutos do segundo tempo; segundo quando não consegue enxergar que o Zé Rafael já estava cansado antes o final do primeiro tempo. Quando substituiu o Zé, outra maluquice com Edigar Junio que também já entra cansado em campo e, daí ao final do jogo foi o que se viu: o Bahia “morto” em campo pedindo pra tomar mais um gol.

Como pode o Enderson, tendo dois meninos novinhos em folha, “cheios de gás”, ficar escalando jogadores que inequivocamente estão pra lá de cansados, estão rendendo muito pouco??!!

Acaba o jogo e ele sai com as desculpas mais velhas e esfarrapadas de todo treinador mal sucedido: a qualidade do adversário, o cansaço, a rotina de muitos jogos, o campo, o juiz, etc. O Enderson tem que entender que o campeonato já está na sua reta final e que todos os pontos “perdidos” pela sua teimosia, podem colocar o Clube e todo o enorme esforço da Diretoria, na lata do lixo da segunda divisão do futebol brasileiro.

Alô Diretoria! Vamos acordar antes que a inês chegue ao óbito!

Paulo Fernando, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

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