Como a FIFA escolhe os árbitros para a Copa do Mundo?

Preparação rigorosa e Críticas ao processo de seleção

Como a FIFA escolhe os árbitros da Copa?

Para garantir que as regras do futebol se façam valer dentro das quatro linhas, os árbitros desempenham um papel de grande relevância. A seleção da equipe de profissionais da arbitragem que atuará na Copa da Rússia já está concluída. Mas, você deve se perguntar: como os profissionais são selecionados? E é esta pergunta que vamos responder neste artigo.

Na lista divulgada pela FIFA para atuar no mundial temos 3 brasileiros. Sandro Ricci figura como árbitro, enquanto Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse estão escalados como assistentes.

A escolha para os árbitros de Copas do Mundo  leva em conta diversos fatores. Para o mundial da Rússia foram selecionados 36 árbitros e 63 assistentes. É necessário muito profissionalismo, principalmente no evento mais importante da FIFA. Afinal, os protagonistas em campo devem ser os jogadores e não os erros de arbitragem.

Preparação rigorosa

De acordo com a FIFA, ao divulgar a relação com os nomes da arbitragem, os profissionais foram escolhidos como base “nas habilidades e na personalidade de cada árbitro, bem como em seu nível de entender o futebol e a habilidade de ler tanto o jogo quanto as táticas empregadas pelos times”.

Em setembro de 2014, logo após Copa disputada no Brasil, a FIFA pré-selecionou 53 trios de arbitragem e, desde então, os convocados vêm se reunindo e recebendo treinamentos específicos. Esta preparação contou com diversos seminários, com temas incluindo: fair play, imagem de jogo, proteção dos jogadores, entre outros. Um dos objetivos é nivelar os selecionados, melhorando a capacidade de interpretação destes e, em consequência as atuações em campos.

Além disso, busca-se a padronização de aspectos da arbitragem para toda a competição, de forma a trazer mais isonomia. É um processo árduo e custoso, haja vista que nem em todos os países os árbitros são profissionalizados.

Mas todo esse rigor para preparar os nomes que desempenham esta importante tarefa não é por acaso. Além de tomar as rédeas do jogo, o perfil dos juízes em campo pode alterar significativamente o espírito da partida. Alguns juízes são mais propensos a marcar faltas, outros podem punir faltas mais simples com cartão amarelo enquanto outros preferem apenas advertir. Ainda, outras atitudes podem influenciar a atmosfera do jogo.

Não é a toa que, quando acompanhamos um programa esportivo ou um pré-jogo, sempre há um especialista no quesito arbitragem que comenta sua expectativa sobre a partida em função do histórico dos profissionais escolhidos.

Outros interessados nos nomes responsáveis por conduzir a partida são os apostadores profissionais, que muitas vezes consideram essa informação junto a outras sobre a partida. Uma dica antes de fazer sua fezinha na Copa da Rússia é ficar de olho na equipe de arbitragem e buscar informações para encontrar o melhor site de aposta da Copa do Mundo. Afinal, nada melhor que torcer e ter a oportunidade de ganhar dinheiro com seu palpite!

Críticas ao processo de seleção

Apesar dos cuidados em selecionar a arbitragem do mundial, há uma série de fatores tidos como negativos durante o processo de escolha. Sendo pré-selecionados desde 2014, muitos especialistas consideram que o ciclo de preparação é definido muito cedo, o que leva a distorções. O momento dos árbitros às proximidades do evento não é levado em consideração.  Se o árbitro está em fase ruim ou boa isso pouco influenciará para que atue na Copa do Mundo.

Arnaldo Cézar Coelho, que já apitou uma final de Copa, cita como exemplo o árbitro Wilton Pereira Sampaio, que participará do mundial como árbitro de vídeo, mas que está em melhores condições de apitar em campo do que o selecionado Sandro Ricci. O comentarista ainda faz referência a Emerson Carvalho. Em sua opinião, o assistente não deveria atuar na Copa da Rússia em virtude de suas recentes atuações no Campeonato Brasileiro e nas Eliminatórias.

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