ESSE É O MEU TIME DO BAHIA PARA 2018. QUAL É O SEU?

"2017 acabou sinalizando que podemos e devemos ter bons resultados em 2018"

Texto: Fellipe Costa

Acabou um ano, entrou outro, saiu o “governador” Marcelo Sant’Ana, entrou Guilherme Bellintani que parece na mesma linhagem. Jogadores se foram, outros já chegaram, outros estão prometidos, Guto Ferreira retornou, enquanto Carpegiani não ficou, como se esperou. Enfim, no Bahia quase tudo mudou, exceto as expectativas do torcedor tricolor que esperam um Bahia melhor em 2018, aliás, as expectativas são maiores que dos anos anteriores, já que um dos pilares que sustentaram a administração passada, tinha como base a reconstrução do clube ano a ano, resolvendo obstáculos, recuperando o prestígio, restabelecendo a credibilidade e por fim é chegado o momento de aplicar um polimento caprichado na estima, cuidando agora também do futebol, afinal, pouco importa um clube saneado ou caminhando para isto sem mostrar bons resultados dentro de campo, que se diga, é a matéria prima e princípio ativo para a própria razão da existência do Esporte Clube Bahia.

O ano de 2017 acabou sinalizando que poderemos (aliás, devemos) ter bons resultados neste quesito em 2018, digo: CAMPO, claro ninguém é maluco (ainda) para projetar um Bahia Campeão Brasileiro ou da Copa do Brasil (deixamos isso para Binha de São Caetano), mas sim, esperamos um Tricolor Baiano mais competitivo, vencendo o Campeonato Baiano, já que não temos adversários no mesmo nível, e conquistando o inédito título de tetracampeão da Copa do Nordeste, torneio que sempre entramos e entraremos ainda mais como favorito pela tradição, peso da camisa e maior estrutura financeira e no segundo semestre, fechar um ano com algumas posições acima do que foi registrada no ano que passou na Série A.

Com SEIS contratações já anunciadas oficialmente e DUAS muito próximas de serem oficializas, o Esporte Clube Bahia vai se aproximando do fechamento do ciclo de reforços para o primeiro semestre de 2018. Talvez chegue ainda mais um meia ou um atacante, porém, o elenco já vai ganhando corpo e mostrando sua cara para a nova temporada em que irá disputar CINCO Campeonatos: Baianão, Nordestão, Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana. Para não fazer feio, é precisar ter não apenas um time competitivo, mas BOAS peças de reposição e isso a diretoria tem feito de forma ágil e precisa.

Chegaram até o momento o goleiro Douglas (falta oficializar), os laterais pela direita Nino Paraíba e João Pedro, e pela esquerda Léo Pelé e Eugenio Mena (falta oficializar), além dos volantes Nílton e Elton e por fim o meia-atacante Élber. Desses 8 reforços, 5 devem figurar no time titular, casos de DouglasNino Paraíba (disputa será acirrada com João Pedro), Eugenio Mena, Nílton e Élber. Elton e Léo Pelé podem até surpreender, mas inicialmente se apresentam para compor elenco, na minha opinião. A disputa mais acirrada certamente será pela lateral-direita, com Nino e João Pedro.

Sobre a provável escalação do Bahia para 2018, se utilizado o esquema 4-2-3-1, acredito que os 11 titulares sejam do campo abaixo, (esse é também meu time preferido jogando nesse esquema que deve ser o utilizado por Guto, só tendo uma única dúvida quanto ao lateral-direito). No entanto, contratamos jogadores polivalentes, principalmente nas laterais. João Pedro, por exemplo, atua tanto de lateral-direito, mais avançado, ou como médio pela direita. Já o ala-esquerdo Eugenio Mena é outro que pode ser utilizado em várias posições, podendo até figurar como um “falso” ponta-esquerdo.

Ou seja, num esquema 4-1-4-1 (que seria meu esquema preferido) os dois médios abertos pelos flancos poderiam ser João Pedro e Mena, sem problemas, deixando o time muito mais consistente defensivamente do que atuando no 4-2-3-1 com 4 jogadores rápidos porém com pouco poder de contenção. Dos 4 de ataque, Zé Rafael é o único que contribui com a marcação, tanto que foi um dos ladrões de bola da equipe, e também poderia ser utilizado nesse esquema (4-1-4-1) como médio pela direita ajudando na recomposição.

Ainda há a possibilidade de jogar com um centroavante nato, Hernane, que Guto sempre admirou, deslocando Edigar para a ponta, porém, o time só fluiu em 2017 quando o Brocador se machucou e Edigar Junio foi deslocado para atuar como homem de área, tendo liberdade para flutuar, deixando o ataque com maior mobilidade e velocidade.

Outro ponto importante, Edson e Nílton são volantes lentos, podendo fazer com que Gordiola opte por titularizar Juninho (que se destacou com o treinador em 2016), OU, uma terceira opção, armar o time no 4-3-3 com os três volantes e Juninho tendo mais liberdade para avançar. São três boas possibilidades de esquemas táticos. 4-2-3-1, 4-3-3 e 4-1-4-1. Mas acredito que Guto irá manter o 4-2-3-1, principalmente na estreia diante do Botafogo-PR, dia 18 de janeiro, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Nordeste.