Vitória completa 109 anos

O aniversário é nesta terça. Porém, a comemoração da torcida rubro-negra começou desde o último sábado. Como assim? É simples. Foram três anos de sofrimento nos “porões” do futebol brasileiro. Aquele que nasceu para ser “um nome na história” estava relegado à crise e por pouco não foi sucumbido por ela. No entanto, “o grito de glória voltou a ser ouvido ”, com o retorno à elite do futebol nacional.

Para celebrar não só o momento, mas, também, a data, a direção do clube promove nesta terça, às 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, no Largo da Vitória, a missa comemorativa aos 109 anos de fundação do Esporte Clube Vitória.

Os ex-presidentes Ademar Pinheiro Lemos Júnior e Manoel Tanajura Filho, além do vice-presidente do conselho deliberativo do clube, Silvoney Sales, serão os grandes homenageados. O “capelão” rubro-negro, monsenhor Gaspar Sadock, conselheiro do clube, celebrará a missa, que deve contar com a presença de jogadores, torcedores e funcionários. “Será um aniversário singular, pois, o torcedor hoje pode bater no peito e se orgulhar de ser primeira divisão. Voltamos para onde é o nosso lugar. Não foi nada fácil, tivemos que reconstruir o clube”, contou, o presidente do clube, Jorginho Sampaio.

Polícia Federal de olho no Leão
O Vitória criou uma imagem de clube formador de talentos a partir da chegada de Paulo Carneiro à presidência, em 1991. E o Banco Central investiga possíveis crimes no maior dividendo desta política: as transferências internacionais durante a administração do ex-presidente. No caso específico, entre os anos de 1995 e 2000, quando, por exemplo, Ramon Menezes e Rodrigo foram negociados com o futebol alemão.

O advogado do clube, Antonio Carlos Rodrigues, o Cacau, evitou os termos sonegação de impostos ou evasão de divisas para justificar o seqüestro da renda em Vitória 5×1 Itabuna, partida do bicampeonato estadual. Mas admitiu multa de R$4 milhões por “erros nas operações de venda”. “Foi uma multa por não ter sido a transferência processada com perfeição através do Banco Central”, limitou-se.

Questionado sobre qual será o caminho do Vitória para quitar o débito, Cacau desconversou, argumentando: “ainda estamos em fase inicial. O processo mal começou”. Não houve seqüestro da renda na estréia do Brasileiro contra o Cruzeiro, sábado, pois é necessária a expedição de mandado a cada partida; e não havia novo documento.

A versão mais comedida, contudo, destoa do posicionamento do presidente do conselho deliberativo do EC Vitória, o deputado federal José Rocha, que agendou reunião para hoje na sede do Banco Central, em Brasília, quando vai apresentar documentos em defesa do clube. Rocha também deve sinalizar para a penhora de dois terrenos em área externa ao centro de treinamento como pedir que a dívida seja quitada a partir de recursos da Timemania.A Tarde/Correio da Bahia

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