Bahia surpreende seu torcedor nos seis primeiros jogos da Série B

Bahia teve uma boa largada nessa Série B, conquistando bons resultados

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Sei que ainda é muito cedo e prematuro para se fazer análises, tecer comentários, avaliar jogos, enfim, mas, é inegável que o Bahia teve uma boa largada nessa Série B, conquistando bons resultados e, consequentemente, sendo pragmático e cirúrgico nesse recorte de 6 jogos que, ao final de contas, vencer é o principal e mais importante lema do futebol, porque é esse o êxito que conduz o clube às grandes conquistas de títulos ou importantes classificações.

 

Quando citei no título do presente texto que o Bahia surpreendeu nessa largada da Série B e, surpreendeu positivamente, é porque o time vem de um rebaixamento que, na minha opinião, foi a queda mais dramática e dolorosa da história do clube, aliado a um desmanche que foi promovido no final da temporada passada, quando foi registrada a saída dos seus principais jogadores, obrigando uma profunda reformulação no elenco para tentar alcançar o principal objetivo da temporada que é o retorno à Série A.

E quando o torcedor do Bahia imaginava que após o desmanche o presidente Guilherme Bellintani contratasse jogadores de qualidade para formar um time ou um elenco competitivo para a mais difícil Série B da era dos pontos corridos, o gestor preferiu contratar jogadores poucos conhecidos ou totalmente desconhecidos que estavam sem espaço nos seus respectivos ex-clubes, mas, que encontraram no Bahia a grande oportunidade de mostrar seus potenciais, o que vem acontecendo com alguns deles que já são titulares do time.

E o Bahia fez a estreia diante do Cruzeiro que, mesmo não sendo aquele time que nos seus bons tempos, já humilhou o tricolor com goleada na Fonte Nova, queira ou não, é o Cruzeiro e após um jogo bem disputado, o Esquadrão venceu pelo placar de 2×0, um resultado que, apesar das visíveis carências do time, trouxe confiança a equipe que após a brilhante estreia, fez dois jogos seguidos fora de casa contra o Náutico e o CSA, conquistando quatro pontos dos seis disputados.

Já pela 4ª rodada, venceu o Sampaio Correia por 1×0 na Arena Fonte Nova e na sequência, perdeu a invencibilidade ao ser derrotado fora de casa por 1×0 pelo Ituano, um tropeço que muitos torcedores entenderam como uma recaída do time decorrente dos fracassos verificados, tanto no Campeonato Baiano como na Copa do Nordeste quando o time decepcionou em ambas as competições, mas, veio a abertura da 6ª rodada e o time massacrou o Londrina aplicando uma sonora goleada de 4×0 na Arena Fonte Nova, um resultado que, além de calar os corneteiros de plantão, serviu para retomar, momentaneamente, a liderança do campeonato e, dependendo do placar do jogo Cruzeiro x Grêmio, poderá fechar à rodada na liderança da competição.

Quero reiterar os termos empregados no início desse texto a respeito da prematuridade de fazer avaliações sobre um recorte de 6 jogos dentro de 38 rodadas que tem a competição, até porque, percebo as carências em alguns setores do time, principalmente, na lateral direita e no comando do ataque que vem sentindo muito à ausência do Rodallega, além da pobreza do banco de reservas, mas, não posso negar que se nesses 6 primeiros jogos que já representa a realização de mais de 15% dos jogos da competição o time não tivesse obtido êxito, teria a hombridade de criticar com a mesma veemência que estou elogiando, até porque, sou torcedor do Bahia e não de cartola.

Embora seja um dos torcedores que não levou fé e pouco ou nenhuma confiança nessas contratações feitas pelo clube para jogar essa concorrida Série B, até que os recém-contratados que já integram o time titular provem ao contrário, não tenho o mínimo receio em afirmar que já comecei à queimar a língua por admitir e entender que o clube foi buscar atletas com perfil de Série B e até de Série C, com uns dois oriundos de clubes da Série A, mas, sem espaço nos times que estavam, atletas que são denominados de “barriga vazia” e que aproveitam essa preciosa oportunidade para, além de mostrar seu potencial, ocupar espaço e aparecer no cenário nacional jogando, mesmo na Série B, mas, vestindo uma das mais tradicionais camisas do futebol brasileiro.

Não sei até aonde vai a vontade, a garra, o empenho e desempenho desses atletas do Bahia porque, o futuro além de pertencer a Deus, o futebol é muito dinâmico e oscilante e, ao mesmo tempo que um time vem bem numa competição, de uma rodada para outra pode “entrar água” e tudo começar a dar errado, mas, espero que o time mantenha essa pegada de competitividade, com seus jogadores calçando chuteiras exóticas, caras e coloridas, mas, sem abandonar no dia-a-dia, as “sandálias da humildade” para que no dia 05/11/2022, estejamos celebrando o retorno à Série A, mesmo chegando em 4º lugar já está bom e se chegar em 1º lugar, ótimo, embora seja um título de campeão que se vier acontecer, gostaria de comemorar pela primeira e última vez, mas, o mais importante de tudo é que na referida data a grande Nação Tricolor esteja entoando aquele lindo e emocionante refrão:
“ÊÊÊ, O TRICOLOR VOLTOU, O TRICOLOR VOLTOU, O TRICOLOR VOLTOU, ÊÊÊ!”.

Para finalizar, migrando da pobre Série B e partindo para milionária Copa do Brasil, uma pergunta que não quer calar: Por que, mesmo com a promessa da Juazeirense que propôs a CBF a instalação de arquibancadas móveis para que a capacidade de público do estádio Adauto Moraes atendesse as exigências da entidade para o jogo contra o Palmeiras, não liberou para realização da partida em Juazeiro e atendeu a solicitação do Azuriz para liberar a miniatura de estádio do pequeno município de Pato Branco onde instalaram o mesmo modelo de arquibancadas proposto pela Juazeirense, e o jogo Azuriz x Bahia já está confirmado para ser realizado na próxima semana no campo do time paranaense.

Cadê o tratamento equânime que o presidente da CBF deveria dispensar aos clubes do futebol brasileiro? Na minha opinião, nessa decisão o mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro, se valeu do velho e degradado critério dos “Dois pesos e duas medidas”!

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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1 Comentário

  1. O torcedor se surpreende com o Bahia na Série B,pois em sua maioria se enche de paixão ao invés razão é fato de tanto erros cometidos pela direção tricolor, tivemos também de arbitragens e principalmente de jogadores em campo como vem ocorrendo perdem gols e as falhas na defesa em bolas aéreas repetidamente resultam em gols, nesse cenários de terra arrasada, crônicas esportivas de Salvador inflamam em serem as vozes,que torcedores buscam por soluções e apresentam as mediaticas respostas o Bahia tem que ir ao mercado, sem especificar onde está e se possui no dito lugar tantos produtos desejados e deste modo se criam verdadeiro lixo de profissionais na modalidade do futebol, técnicos os bons são estrangeiros, jogadores de nomes,sem nenhuma referências do atletas, ainda criaram importante figura do gerente do futebol prá montar o elenco, deste modo criam verdadeiras mentiras, que já são tantas na Rede Internacional de Computadores e nas próprias rádios anunciando medicamentos sem nenhuma comprovações científicas, ainda esclamam produtos 100% naturais e tantas outras aberrações deste modo, como torcedor busco acreditar que nossa solução está na base das categorias de formação de jogadores, conhecendo a história do clube, seus craques e principalmente suas conquistas de Campeonatos Regionais, Nacionais e Internacionais,promovem nesses Jovens atitudes de vencedores, pois o futebol para grande maiorias deles é oportunidade presente em busca do futuro profissionais e salarias,deste modo vejo com grande satisfação esse momento do Bahia e que contagie principalmente o torcedor apaixonado pelo tricolor em acreditar, pois os mesmos crônicas esportivos que criticam a cada triunfo irão que buscar medicamentos que curem da doença Negacionista que contribuem em ódio e violência no futebol!

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