Evaristo de Macedo completa 88 anos e recorda bicampeonato do Bahia

Evaristo comandou o Bahia na conquista do bicampeonato brasileiro em 88

Na última terça-feira, dia 22, o ex-jogador e ex-treinador Evaristo de Macedo completou 88 anos de vida e foi homenageado por vários clubes onde passou, entre eles, o Esporte Clube Bahia. Em Salvador, Evaristo marcou seu como na história do Esquadrão, comandando a equipe campeã do Campeonato Brasileiro de 1988, além também de ter conquistado outros títulos. Como forma de homenagear o ídolo, o clube batizou a Cidade Tricolor com o nome de CT Evaristo de Macedo. Ele, inclusive, esteve em Salvador no início de 2020 para a inauguração do centro de treinamento.

 

“Neste aniversário de 88 anos, lembro também da conquista do Campeonato Brasileiro pelo Bahia, que foi em 1988”, brincou Evaristo, exaltando com sua família aquela conquista inesquecível em um time que tinha Bobô, Charles e Zé Carlos, e que venceu na decisão o Internacional.

Em sua carreira nos gramados, o velho jogador atuou em Madureira, Flamengo, Barcelona, Real Madrid e na seleção nacional, onde é até hoje o recordista de gols em uma só partida. Ele marcou cinco gols em partida contra a Colômbia, adversário do Brasil nesta quinta-feira pela Copa América. “Sim, foi na Colômbia, e até agora ninguém bateu o recorde do meu pai”, conta o advogado Pepe, o único dos três filhos de Evaristo que nasceu em território brasileiro.

A façanha de Evaristo aconteceu no dia 24 de março de 1957, quando os brasileiros golearam os colombianos por incríveis 9 a 0, no Estádio Nacional, em Lima, em partida válida pela Copa América. Depois dos cinco gols contra os colombianos, Evaristo de Macedo participou dos jogos da seleção brasileira contra o Peru pelas eliminatórias da Copa da Suécia.

“Pouca gente sabe, mas a Venezuela desistiu da disputa e então uma vaga foi definida em duas partidas entre Peru e Brasil. No primeiro jogo houve empate de um a um, em Lima. No segundo, no Maracanã, aconteceu o gol da folha seca do Didi. O Brasil ganhou de 1 a 0 e carimbou o passaporte para a Copa”, relembra o filho de Evaristo, que dá um outro detalhe da vitória brasileira. “Quem sofreu a falta cobrada por Didi foi o meu pai”.

Quando voltou da Europa, o artilheiro encerrou a carreira no seu Flamengo, o clube em que se consagrou antes de marcar seus primeiros gols pelo Madureira. O futebol não saiu da vida de Evaristo: ele se tornou técnico e chegou a comandar a seleção brasileira em 1985. Evaristo também dirigiu Vasco da Gama, Flamengo, América e Fluminense, no Rio de Janeiro. Ganhou o Campeonato Brasileiro de 1988 com o Bahia, onde tem seu nome ao Centro de Treinamento. Ele também conquistou a Copa do Brasil pelo Grêmio e é ídolo até hoje no Catar, em que treinou a seleção principal e levou a equipe sub-20 à final do Campeonato Mundial de 1981.

“Há dois anos, foi homenageado no país que vai ser a sede da próxima Copa do Mundo. Foi muito festejado em Doha. E esteve também em Salvador em 2020, quando o CT do Bahia recebeu seu nome. Mas aí veio a pandemia e ele não saiu mais de casa”, disse o filho de Evaristo.

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