Bahia 0 x 2 Ceará: Faltou perna, sobrou braga! – por Erick Cerqueira

"Tô pirado! Mas ainda estou tentando ser racional...."

Quando acabou o jogo contra o Union Santa Fé, confesso que fiquei confuso. De um lado . a frustração pelos gols perdidos, o miserável “saber sofrer” que tanto se fala hoje em dia,a raiva pelas substituições malucas do Claudio Prates, que mesmo com um a mais, conseguiu tomar pressão. Mas tinha a euforia pela classificação e o reconhecimento pela garra do time que lutou até o último segundo pela vaga na Sul Americana. E hoje?

 

Aí veio o jogo contra o Ceará. Aquele mesmo que a gente não conseguiu vencer em 2020 e vinha pro 4º jogo. Tinha toda a rivalidade histórica nordestina, valia a 8ª posição na tabela e tinha aquele gosto de vingança na garganta da Torcida Tricolor. 

Com a escalação, era óbvio a tentativa do Bahia de poupar os jogadores titulares para o jogo de quarta da Sul Americana, ou ainda, de não colocar em campo os que estariam desgastados demais pela entrega na Argentina. E fomos para o jogo. Com Douglas, Nino, Ernando, Juninho e Mateus Bahia. Edson, Gregore e Rodriguinho. Fessin, Alesson e a estreia de Gabriel Novaes. Mas quando a bola rolou, esse time misto com os reservas, deu mais testa ao Ceará que aqueles outros que jogaram as 3 partidas anteriores. 

A grata surpresa em campo, fez crescer a confiança de mais um triunfo na Fonte. Seria o fim dessa história de perder pros cearenses e voltar a abrir vantagem nos confrontos diretos. E quase deu. O Tricolor pressionou, fez o goleiro dos caras tomar um peru, mas o VAR anulou corretamente. 

Eis que o destino tirou Douglas do campo. Pra piorar, a TV pegou Elias no aquecimento, já no intervalo. Será que Mano, mesmo de Covid, não viu o jogo contra o São Paulo? Por que Elias? E o mais importante: será que ele não viu o Ramon jogando contra o Santa Fé? 

O segundo tempo vinha “com Elias e Anderson”, como bem lembrou minha colega de PoliticaFC, Ana Claudia Raposo. Restava a mim, a confiança na entrada dos titulares Gilberto e Daniel, para equilibrar. 

O Ceará cresceu no jogo. O meio de campo do Bahia virou uma avenida e o time dos caras passeava. Numa falta bem cobrada por Vina, Anderson salva no ângulo. Outro chute dele e Anderson faz grande defesa. O Bahia vai na frente e Rodriguinho cabeceia de dentro da área longe do gol. Cruzamento dos caras e eles quase abrem o placar numa cabeçada. O jogo fica longe das traves dos dois goleiros, e o Bahia muda. Gilberto e Daniel entram, como eu esperava, mas não conseguiram andar em campo. Rossi é outro que estava longe de ser o guerreiro de Santa Fé. 

Mas o castigo veio pela direita. Numa saída de bola, Nino vai cruzar e falta perna. Acerta o jogador adversário que toca rápido pra Vina. Ele invade o espaço vazio deixado por Ernando,  entra e faz o gol. Juninho até tenta chegar, mas não consegue. 0x1.

O jogo segue morno, o Ceará tocando bola para trás, abdicando até dos contra-ataques, esperando o fim da partida. O Bahia, morto em campo, parecia esperar o juiz apitar, também. Mas podia piorar. E piorou.

Balão pra zaga, Ernando corta a bola,  Nino (de novo ele) tenta matar no peito pra estourar, mas o adversário é mais esperto e corta. Na sobra, outro jogador do Ceará, sem marcação, faz um lançamento por cima de Ernando. Saulo dispara, Gregore (que a essa altura também já tava morto) tenta fazer a falta e não consegue. Juninho tenta fechar pra cobrir o buraco deixado por Ernando (de novo), mas o atacante fura e tira ele num nó seco, depois, e fecha o caixão. 0x2 

BORA BAÊA MINHA PORRA! 

Tô pirado! Mas ainda estou tentando ser racional e entender que a Sul Americana é mais importante que 2 ou 3 jogos do Brasileirão. E não vou cair nessa de #ForaBellintani a cada jogo perdido e nem de exaltar diretoria a cada conquista. Cada um que vote com sua consciência,

Perder já é ruim, com 2 jogadas parecidas, dá ainda mais raiva. Méritos para o time de Gordiola. Agora é levantar a cabeça e pensar no outro argentino, o Defensa y Justicia. Mas sem antes pedir a Mano: sem Elias, por favor.

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