Justiça nega recurso e Cruzeiro terá que pagar R$ 2,8 milhões ao atual técnico do Bahia

O treinador entrou na Justiça buscando receber salários atrasados

O técnico Mano Menezes hoje comanda o Esporte Clube Bahia, e entre altos e baixos já levou o tricolor de aço para 9ª posição no Brasileirão, e dá indícios que o clube vem numa crescente, no entanto, ainda tem pendência financeira com Cruzeiro, clube que comandou entre os anos 2016 até 2019. Mano foi um dos treinadores com passagem mais vitoriosa pelo clube celeste. Conquistou duas Copas do Brasil (2017 e 2018) e dois Campeonatos Mineiros (2018 e 2019). Saiu da Raposa depois de uma sequência de apenas uma vitória em 18 jogos, e no final do ano o Cruzeiro acabou sendo rebaixado comandado pelo técnico Abel Braga.

 

O treinador entrou na Justiça buscando receber salários atrasados. O Cruzeiro recorreu, no entanto, o recurso não foi acatado Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3). A sentença da 42ª vara condenou o clube mineiro ao pagamento de R$ 2.843.679,61 ao ex-treinador por conta do não cumprimento do termo de rescisão entre outros valores atrasados.

Segundo informações do site “Globo Esporte”, o departamento jurídico do Cruzeiro entrou com recurso pedindo o arquivamento da ação, alegando que nem Mano nem seu advogado compareceram à audiência online.

Porém, os representantes do treinador apresentaram provas de que não tinham recebido o link para acesso à audiência por videoconferência, que vem sendo utilizada pela Justiça do Trabalho durante a pandemia de coronavírus. A 8ª Turma do TRT3 acolheu a justificativa e quanto ao mérito da ação, assim como já havia sido decidido pelo juiz de primeiro grau, o Tribunal entendeu pela procedência dos pedidos do ex-treinador do Cruzeiro.

Somados, os valores pedidos por Mano chegam a pouco mais de R$ 2,8 milhões da condenação. O Cruzeiro ainda teve o ônus de pagar os honorários advocatícios, na ordem de R$ 24.404,24, segundo a sentença. O valor da causa é de R$ 4,3 milhões, aproximadamente, mas ainda terá o acréscimo de juros e correções, além dos honorários advocatícios.

No fim, o valor que o Cruzeiro terá que pagar será ainda maior. Entre os valores citados na decisão, chama a atenção a diferença dos salários do ano de 2019. Acontece que o contrato de trabalho de Mano Menezes previa o pagamento de R$ 500 mil em 2018 e um aumento de 20% para 2019, passando a receber R$ 600 mil. No entanto, segundo a defesa do treinador, o reajuste nunca foi realizado pela Raposa. O Cruzeiro argumentou que Mano nunca reclamou do não reajuste e ainda concordou com os termos de rescisão contratual.

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