Reunião na CBF acaba em bate-boca e nenhuma decisão sobre o retorno da torcida aos estádios

Até quantos governadores do Rio foram preso rolou na reunião

A reunião agendada pela Confederação Brasileira de Futebol com clubes e presidentes de federações estaduais, terminou em nada quando o aspecto é motivo da convocação do encontro: o retorno do torcedor aos estádios. De acordo publicação do jornal o GLOBO, do Rio de Janeiro, o que tivemos mesmo foi bate-boca e uma discussão ríspida entre o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e o presidente da Ferj, Rubens Lopes. O secretário-geral da entidade, Walter Feldman, precisou intervir e encerrar o encontro.

 

Antes do ápice da tensão, os clubes divergiram em relação ao tema principal. Para o Flamengo, por exemplo, os dirigentes não deveriam tomar uma decisão sobre volta ou não, deixando isso a cargo das autoridades. O clube cuja cidade tivesse permissão para presença de torcida, deveria usufruir disso.

Palmeiras e Corinthians, por outro lado, estavam no bloco oposto, reforçando a ideia defendida pela maioria de que só deve ser adotada a presença de público de forma igualitária.

O presidente da Ferj, Rubens Lopes, levantou uma questão técnica e ponderou que a reunião nem poderia votar qualquer assunto porque não foi convocada no formato de conselho técnico – que é o fórum para debates de regulamentos da Série A. Rubinho também queria mais tempo para discursar e chegou a deixar claro a falta de democracia na reunião.

Antes dos momentos ríspidos com Caboclo, houve discussão entre Rubinho e o presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia.  O dirigente paranaense até citou a quantidade de governadores do Rio presos recentemente. Petragla entrou no debate mais uma vez em ocasião posterior, criticando tanto Rubinho quanto Caboclo.

Ainda de acordo o GLOBO, mais perto do fim da reunião, os ânimos se exaltaram de vez entre os mandatários da Ferj e da CBF. Caboclo elevou o tom, falou mais alto e tentou, pela última vez, colocar a questão do público em votação. Mas Rubinho não baixou a guarda. O assunto parou de andar. O constrangimento com a cena foi geral entre os presidentes de clubes. Aí, Feldman tentou apaziguar. A sugestão foi encerrar a reunião, sem decisão tomada.

– O debate pode ser retomado a qualquer hora. Roupa suja se lava em casa. O que aconteceu, no meu entender, ficou ali. Todos da reunião querem o bem do futebol brasileiro e expuseram as suas opiniões. Tenho a certeza que não cometi nenhum exagero, mas não julgo quem os possa ter cometido. Vai da consciência de cada um. Estou pronto para o diálogo em prol do caminho de solução dos problemas e de braços abertos ao entendimento com presidente da CBF. Se pais e filhos se desentendem nada de anormal se presidentes também tenham seus desencontros, temporários, fugazes, sem mágoas ou cicatrizes – disse Rubens Lopes, após a reunião.

Antes, quando o clima ainda estava ameno, Caboclo colocou à mesa a ideia de estipular uma limitação mínima de jogadores, diante surto de Covid-19 nos times da Série A. Na versão da entidade, “a CBF estabeleceu, com anuência da grande maioria dos clubes, o mínimo de 13 atletas não infectados para que a partida seja realizada”.

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