Roger valoriza título baiano e admite que seria difícil permanecer em caso de derrota

"Todos nós sabíamos da responsabilidade da conquista do título"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Esporte Clube Bahia novamente não convenceu, fez uma partida fraca, porém, conquistou o título do Campeonato Baiano ao vencer o Atlético de Alagoinhas nos pênaltis por 7 a 6 após um empate no tempo normal por 1 a 1. Foi o 49º título baiano e o tricampeonato seguido do Esquadrão. Após a partida, o técnico Roger Machado valorizou bastante a conquista do Estadual, principalmente pela perda da Copa do Nordeste, e admitiu que seria difícil permanecer em caso de um novo revés.

 

“É uma conquista importante. Todos nós sabíamos da responsabilidade da conquista do título. Tenho plena consciência que se houvesse o revés, assim como aconteceu na Copa do Nordeste, seria difícil a permanência. Porém a diretoria sempre me passou a confiança com relação à continuidade do trabalho. Mas a gente sabe que pressionado, muitas vezes, a diretoria precisa tomar uma decisão contrária à que imaginava. Mas essa conquista veio para atenuar um pouco a tristeza do insucesso na Copa do Nordeste. Não é toda hora que se ganha um tricampeonato estadual. A gente sabe que no outro momento que isso aconteceu, foi no ano que o clube se sagrou campeão brasileiro e em um campeonato como esse, que começou em um ano e acabou no outro. Foi sofrido, mas penalidades, num jogo em que o adversário valorizou muito nossa conquista. E em uma grande noite do goleiro Douglas”, disse Roger.

Roger também citou a importância do técnico citou a contribuição de Dado Cavalcanti, que comandou o Bahia no Baianão no início do ano. “A gente reuniu estratégia de ter os jogadores mais descansados, pegar os jogadores no melhor momento, do ponto de vista dos jogadores que jogaram na terça, o adversário teve um dia a menos de descanso. Importante agradecer ao Dado Cavalcanti e sua comissão que fizeram parte dessa campanha. Vocês também são campeões. Os meninos que fizeram parte dos primeiros jogos e não estiveram na decisão, esse é um processo que faz parte da maturidade do atleta”, completou.

Apesar da comemoração pelo título, o treinador afirmou que não fica plenamente feliz por causa das 100 mil mortes pelo coronavírus. “A gente está vivendo uma situação surreal. Fiquei feliz com a conquista, mas não consigo ficar plenamente feliz porque estamos chegando no início do Brasileiro com 100 mil mortes. Manifestei que não havia espaço para a retomada das competições com o cenário que a gente vê. O retorno cumpriu seu objetivo, mas num calendário apertado como o nosso, de novo, fazer 11 jogos em 17 dias nunca mais deve acontecer para o bem do futebol brasileiro.”

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