O que faz a diretoria do Bahia insistir tanto com Roger Machado?

"o prejuízo que Roger deu aos cofres do clube até agora é IMENSO"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

A torcida do Bahia estava vivendo um momento inusitado no Campeonato Brasileiro. Apesar do bom início do time (o melhor na era dos pontos corridos após dois triunfos e um empate) nos três primeiros jogos, o torcedor não estava nada eufórico ou deslumbrado, afinal, a triste realidade em campo em nada reflete o desempenho do time tricolor. No último domingo, veio a primeira derrota, justamente para o Ceará, algoz na Copa do Nordeste. Sinceramente, estamos cansados das seguidas retóricas otimistas de Roger Machado nas entrevistas após os jogos, totalmente contrária ao desempenho visto pela grande maioria da torcida e dos jornalistas, tentando nos confundir nesta época de falta de torcedores nos estádios, se a lente telinha da TV reflete algo ilusório bem diferente das quatros linhas.

 

Como se não bastasse as seguidas frustações que Roger Machado causou à torcida do Bahia, eliminado da primeira fase da Copa Sul-Americana (ano passado), eliminado esse ano da Copa do Brasil na primeira fase para o River-PI, perdendo a Copa do Nordeste derrotado nos dois jogos em Pituaçu para o Ceará, praticando um futebol pífio, além da grande expectativa em disputar novamente uma Copa Libertadores, mas o desempenho pífio do time no segundo turno da Série A 2019 frustrou o sonho do torcedor, ou seja, o prejuízo que Roger deu aos cofres do clube até agora é imenso. O que leva a diretoria do Bahia a insistir tanto com Roger?

Como se não bastasse tudo isso, ele vem defendendo a paralisação do campeonato, pois o risco de uma contaminação aos atletas é grande na visão dele. Até entendo a preocupação de Roger, agora seu discurso ficaria bem mais respeitado se ele tivesse aberto mão do seu polpudo salário, assim como fez Geninho ex-técnico do rival que conscientemente abriu mão dos direitos de imagem enquanto o clube tivesse sem jogar – foram quatro meses de paralisação que os clubes sem receita tiveram de pagar salários polpudos quase que integral a todo o elenco.

Sou um defensor da vida, mas, se existe uma categoria privilegiada em todos os sentidos, são de atletas de futebol que disputam a primeira divisão, não só pelos polpudos salários, principalmente pelo cuidado que tem sido tomada com testagem antes das partidas, medição de temperatura, higienização, enquanto trabalhadores enfrentam ônibus e metrôs lotados, isso sim que é risco de vida.

Até entendo a diretória do Bahia não ter trocado de treinador após a perda da Copa do Nordeste, já que terá que pagar salário até o final do contrato e, principalmente, porque as melhores opções do mercado estão trabalhando, Jorge Sampaoli, Renato Gaúcho, Eduardo Coudet, Vanderlei Luxemburgo, Cuca, Dorival Junior, Odair Hellmann, Rogério Ceni, e um técnico que parece também promissor, o ex-meia Ramon Menezes, não só pelo Vasco estar ocupando a vice-liderança com 10 pontos, principalmente porque treina um time tecnicamente limitado com quase três meses de salários atrasados e jogando bem.

Então, enquanto não tivermos chances de contratar um treinador que realmente faça a diferença, deveremos continuar sofrendo com Roger Machado, torcendo para que o acaso nos ajude a ganhar nossos jogos.

Jorge Machado, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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2 Comentário

  1. O que faz o presidente do Bahia insistir tanto com Diego Cerri?
    Diretor que não tem competência pra buscar jogadores no mercado Sul-americano. Só contrata jogadores brasileiros. Para cada 10 contratações ele acerta em uma. Média pífia!
    #ForaDiegoCerri

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