Turner promete transmitir jogos da Globo e caso deve parar na Justiça

Turner quer transmitir jogos de times da Rede Globo

Se a Medida Provisória 984. recentemente editada pelo governo Jair Bolsonaro com incentivo do Flamengo que transfere ao clube mandante o direito de arena nas transmissões de jogos, inclusive no próximo Campeonato Brasileiro, pode trazer ganhos financeiros para os clubes grande, seguramente trará muita confusão fora de campo e entrará para os tribunais envolvendo os próprios clubes, a TV GLOBO e a Turner que quer pongar na iniciativa do governo para tirar proveito. De acordo com o Site Máquina do Esporte, especializado em Markentig Esportivo, após divulgada as datas e horários das primeiras rodadas do Brasileirão, o canal TNT lista na sua programação a transmissão de jogos que, sem a nova legislação, seria impossível de transmitir. Palmeiras x Vasco na primeira rodada, e Ceará x Flamengo, na décima, são alguns dos exemplos citados na reportagem.

 

Ainda segundo o site, a Turner decidiu usar o entendimento da MP já para o contrato em vigência desde o ano passado com os oito clubes que ela fechou para a TV paga e que jogam o Brasileirão em 2020: Athletico, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos.

Segundo apurou a reportagem, porém, até sexta-feira (24), a CBF, os clubes e a emissora estrangeira devem ser notificados pela Globo sobre a possível quebra do acordo que os brasileiros têm em TV aberta, TV paga e pay-per-view com a adoção da MP, e após isto, o caso deve parar na justiça.

Neste cenário dependerá do entendimento dos juízes, já que o caso é diferente do Campeonato Carioca, porque a adoção da MP foi por parte de um clube que não tinha contrato, o que não acontece no Brasileiro, em que o único clube sem acordo para nenhuma mídia até agora é o Red Bull Bragantino.

Se a Justiça mantiver o mesmo entendimento do Campeonato Carioca, é possível que a Globo decida romper o acordo que tem no Brasileiro, pelo qual desembolsa cerca de R$ 1,5 bilhão. Se isso acontecer, os clubes terão que renegociar os contratos de mídia, o que pode levar a uma diversificação dos locais em que as partidas são transmitidas e a adoção do novo modelo, em que cabe ao clube mandante decidir quem mostra os jogos.

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