Adriano relembra passagens pelo Bahia e culpa diretor por saída em 2013

Adriano Michael Jackson e Jael jogaram juntos pelo Bahia em 2010

Enquanto alguns países decidiram cancelar os campeonatos de futebol por conta da pandemia do coronavírus e outros ainda trabalham para a retomada, a bola já voltou a rolar neste final de semana na Coreia do Sul, primeiro país a retomar os jogos, onde atua Adriano Michael Jackson, atacante com passagens pelo Esporte Clube Bahia e atualmente defendendo o FC Seoul. Em entrevista ao Bahia Notícias, o jogador relembrou as passagens pelo Esquadrão de Aço e a parceria de sucesso com Jael “Cruel” em 2010, dupla de ataque com participação decisiva na conquista do acesso à Série A. Adriano também revelou um pacto que tinha com o companheiro de ataque.

 

“Eu considerava Pituaçu minha casa. Dentro de minha casa, eu mando. Dentro do vestiário eu ficava vendo a torcida empolgada e imaginando como estava o campo. Tomava dois energéticos e já entrava para ‘bagaçar’. Eu não perdoava. Sinto um orgulho imenso de ter voltado e ter conseguido resultado. Foi uma resposta para quem não acreditou em mim

“A gente tinha um trato. Disse pra ele [Jael] que somos irmãos e estamos trabalhando pelo mesmo lado. Em casa eu mando e fora de casa era ele que mandava. Tinha uma energia positiva danada. A gente sentia a energia um do outro”, disse.

Emprestado pelo Fluminense ao Bahia em 2010, Adriano foi artilheiro e peça fundamental na campanha de acesso à Série A. Jogou 27 jogos e marcou 16 gols. No começo de dezembro de 2010, retornou ao clube carioca e foi repassado ao Palmeiras. Na segunda passagem pelo Bahia, em 2013, não teve o mesmo sucesso. Chegou por empréstimo do Dalian Shide, após esforço da diretoria. Foram apenas 9 jogos e 1 gol. Não conseguiu o mesmo desempenho de sua primeira passagem e foi negociado ao Atlético Goianiense. Ele atribui a frustração na segunda passagem ao diretor de futebol Anderson Barros.

“Eu fiz uma coisa que qualquer jogador faria. Saí pela porta da frente sendo ídolo e decidi voltar quando teve oportunidade. Voltei empolgado, mas a gente não sabe o dia da amanhã. Chegaram uns diretores que fingiram ser amigos. Depois chegou um novo diretor que quis trazer jogadores novos e ele me colocou na lista dele. O mesmo que fez comigo ele fez com Neto Baiano no Vitória”, explicou o atleta.

Adriano acumula passagens também por clubes como Ceará, América, Dalian Shide (China), Atlético-GO, Shijiazhuang Ever Bright (China), Daejeon Citizen e Jeonbuk Motors (Coreia).

 

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