Clubes cariocas pedem à Globo que volte atrás na suspensão das cotas dos estaduais

Milton Bivar, afirmou que a cota de televisão do Sport, durante a Série B do Campeonato Brasileiro deste ano, é de R$ 5,6 e o mais grave, o clube DEVE R$ 18 milhões à A TV GLOBO, emissora detentora dos direitos de transmissão, devido a antecipação de cotas da gestão de Arnaldo de Barros.

Como informado na semana passada, a Rede Globo suspendeu o pagamento das cotas de dez Estaduais por conta da paralisação das competições em virtude da pandemia do novo coronavírus: Baiano, Carioca, Paulista, Mineiro, Gaúcho, Cearense, Pernambucano, Sul-Mato-Grossense, Catarinense e Goiano. Os valores voltarão a ser pagos quando retornarem com as competições, isso se os estaduais realmente tiverem continuidade, já que além da falta de calendário, muitos clubes foram obrigados a se desfazerem do elenco. O valor pago pela emissora carioca para os clubes no Baianão é cerca de R$ 2,5 milhões. Desse montante, Bahia e Vitória ficam com quase R$ 800 mil cada um. O restante é dividido para oito agremiações do interior, parcelados em dez vezes.

Segundo informação do portal Gávea News, os clubes da Série A que disputam o Campeonato Carioca não receberam a quarta cota que seria paga no dia 5 deste mês. Os times não gostaram da atitude e decidiram enviar uma carta questionandando a atitude da televisora. O documento assinado por Rubens Lopes, presidente da Ferj, e enviado à Rede Globo na última quinta-feira, pede que a emissora volte atrás na decisão. Vale frisar que o Flamengo é o único clube que não era afetado em relação à decisão da Rede Globo, já que não fez acordo com a emissora no começo do ano, mas deu apoio aos demais clubes.

1- a ação é contrária a própria postura inicial do Grupo Globo ao noticiar que manteria os pagamentos no intuito de contribuir, em parte, com os percalços gerados pela pandemia e de todas as ações objetivando a preservação de empregos que estão sendo preconizadas e colocadas em prática;

2- inadimplir nunca foi prática do Grupo Globo ao longo de mais de duas décadas de simbiose com o “Campeonato Carioca”;

3- seria injusta e até mesmo madrasta uma comunicação de suspensão de pagamento praticamente na semana de fazê-lo e quando até o dia 30 de março, como propaganda da venda de pay-per-view a TV manteve a divulgação do retorno do campeonato;

4- o campeonato está programado para ser concluído tão logo seja permitido o reinício das atividades do futebol, conforme sinalização da própria CBF e de todos os clubes integrantes da disputa;

5- o prazo da “Proposta”, vigente por mais alguns anos, garante ao Grupo Globo, em cotas futuras, qualquer compensação necessária pela não entrega do produto de 2020, tornando injustificada, nesse momento de extrema necessidade social e fator de sobrevivência de toda a cadeia produtiva do futebol do RJ, a retenção integral da 4ª (quarta) Cota de Tv que seria paga em 05/04/2020;

6- os efeitos imediatos do não pagamento atingem de morte os chamados pequenos clubes e numa reação em cascata, o desemprego e a inatividade de mais de 1.000 atletas e demais profissionais que acreditaram e dependem dos recursos da “Proposta” relacionada ao “Campeonato Carioca”;

7- os efeitos imediatos do não pagamento inviabilizam os salários de praticamente 60% dos atletas atualmente registrados no Estado do Rio de Janeiro, interrompem qualquer negociação de acordo para esses pagamentos e propiciam demandas judiciais futuras, agravadoras das dificuldades financeiras atuais.

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