Beijoca, ídolo do Bahia e uma lenda folclórica do futebol baiano

Ídolo no Bahia, Beijoca também vestiu a camisa do Vitória

Beijoca fez história no Bahia, mas também jogou no Vitória.

Nos 89 anos de história do Esporte Clube Bahia, poucos jogadores simbolizam tão bem o clube como Jorge Augusto Ferreira Aragão, imortalizado para sempre sob a alcunha de Beijoca, apelido que ganhou, acredite, por mandar beijinhos nas comemorações dos gols que fazia, porém, também era reconhecido por ser um jogador polêmico. O impetuoso centroavante começou a carreira nos juvenis do Bahia e atuou por sete anos no time principal entre três passagens (69, 70, 75, 76, 77, 78 e 84), participando da conquista de seis títulos baianos (70, 75, 76, 77, 78 e 79), marcando 106 gols, o que fazem dele o 12º maior artilheiro do clube em todos os tempos.

 

Além do Bahia, ele atuou no São Domingos, Fortaleza, Sport, Flamengo, Catuense, Vitória, Londrina, Leônico, Sergipe, Mogi-Mirim e Guará. A passagem pelo Vitória aconteceu nos anos 80. A mãe, Elisabeth Pereira de Aragão, era capixaba, porém torcedora apaixonada Vitória, um time do qual Beijoca se acostumou a ser carrasco. A passagem pelo Leão aconteceu em meados dos anos 80.

Nascido no Pelourinho, o mais baiano dos bairros de Salvador, o atacante se tornou profissional com 16 anos, e foi promovido a equipe principal para atuar em um time que contava com ninguém menos do que José Sanfilippo, argentino ídolo do Bahia e maior artilheiro da história do San Lorenzo da Argentina.

Herói de inúmeros BAVI’s, Beijoca adorava sair do estádio no meio do povo, carregado nos braços pela torcida eufórica que descia a ladeira do Otávio Mangabeira em êxtase após os triunfos. Nos anos 70, era em sua homenagem a música mais cantada pelos tricolores antes da bola rolar: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar”.

O rebelde atacante nunca teve a calma costumeira dos baianos, ao contrário, era explosivo, provocador e briguento. Beijoca não tinha jeito e nem juízo, adorava farrear, fugir das concentrações e chegar de madrugada, mas, apesar da vida noturna, retribuía dentro de campo com muita raça, suor, lágrimas, bola na rede e beijinhos.

Com seu jeito aguerrido e a incrível capacidade de fazer gols, Beijoca deixou em campo marcas que fizeram dele um atacante único, identificado e idolatrado pela nação tricolor. Irreverente, brigão, polêmico, falastrão, controverso e herói. Esse era Beijoca, personagem de histórias que o transformaram em lenda do folclore do futebol.

 

 

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