Nessa altura do Campeonato, há ainda quem elogie o Bahia?

É preciso a diretoria repensar as contratações.

O Esporte Clube Bahia fez umm grande primeiro turno, e daí? Primeira parte da tabela, e daí? Do que adiantou encher de esperança o torcedor tricolor, criar uma expectativa imensa se no final ia ser a mesma novela, aquele com o enredo de sempre? As carências do elenco do ano passado não foram resolvidas. Observe torcedor, as contratações equivocadas.

 

Giovanni, Lateral esquerdo, reserva na Ponte Preta. Guilherme, Meio de campo, esquecido no Corinthians. Ezequiel, Lateral direito, reserva no Fluminense. Xandão, Zagueiro, aposta da diretoria, eterno reserva. Fernandão, Atacante, fora de forma, reserva no antigo time e com salário absurdo. Iago, Atacante, devolvido ao CRB. Guerra, Meio de campo, encostado no Palmeiras. Marllon, zagueiro do Corinthians, chegou, nem jogou e foi embora. Além disso, o Bahia perdeu jogadores como Juninho, Vinícius, Ze Rafael, Edigar Junio, Léo Pelé, Douglas Augusto, Ramires.

Há quem acredite que houve planejamento no sentido de se construir um plantel forte e que pudesse ter força até o final do campeonato. Há quem rasgue elogios a campanha do Tricolor usando o argumento de que não se lutou contra o rebaixamento, ou que o meio da tabela é confortável e sem perigos. Afinal, será que o torcedor do Bahia está satisfeito com a visão apequenada de ser coadjuvante sempre?

Que planejamento é esse que priva o torcedor de ver em campo algo que lhe dê orgulho? Qual a contrapartida em ser sócio, em ir ao estádio, em gerar lucro a instituição. Quando de fato a diretoria se preocupará também com o que acontece entre as quatro linhas chamadas popularmente de futebol, de bola na rede?

Diante do fraco Atlético Mineiro na Arena Fonte Nova, mais um vexame, empate em 1×1 com direito a protesto da torcida durante o jogo, os atletas foram chamados de pipoqueiros, haja visto que o Bahia enfrenta amargo jejum de nove partidas sem ganhar o que tornou impossível a tão sonhada vaga na Libertadores. Já cantava Raul Seixas: “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonha que se sonha junto é realidade. Uma pena que o torcedor Tricolor sonhou, fez sua parte, mas sonhou só .

Que a tristeza do torcedor do Bahia possa comover seus letárgicos presidente e diretor. Que possam repensar as contratações e trazer jogadores com o DNA do Esquadrão, jogadores com raça, coragem, profissionalismo, determinação, que saibam respeitar e tenha plena consciência que significa o Bahia para seu torcedor. Nesta altura do Campeonato, há ainda quem elogie o Bahia?

Marcelo Eloi, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano. 

 

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