‘Torcedor vai se sentir feliz com o final de ano do Bahia’, confia Roger

Treinador projeta terminar o campeonato acima dos 50 pontos

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Com o empate em 1 a 1 nesta quarta-feira contra o Atlético-MG, o Esporte Clube Bahia completou o 9º jogo seguido sem triunfo, o sétimo sem vencer atuando em Salvador, somando apenas um triunfo nos últimos 12 jogos. Diante do momento conturbado pelo fim do jejum, o técnico Roger Machado falou sobre a pressão e cobranças da torcida, que ele trata como natural, mas confia que o torcedor vai terminar o ano feliz, mesmo com toda frustração pela possibilidade de vaga na Libertadores que foi pelo ralo com a enorme queda de rendimento. Porém, projeta dois ou três triunfos para terminar a competição com a melhor campanha do clube na era dos pontos corridos.

 

“Tenho certeza de que torcedor vai sentir feliz com o final de ano que vamos ter. Frustração em função da expectativa criada, e isso torcedor está tão decepcionado quanto o grupo. Momento de pressão faz o jogador, mesmo com qualidade, errar mais que normalmente. Nos últimos jogos, com tentativa de buscar um time mais leve, temos tido alguns atletas, pelo ano, momento, pressão, não têm rendido o que a gente espera. Já utilizei todos os possíveis atletas na função. Marco deu um retorno à altura, mas machucou. Atleta que eu imaginava que poderia dar essa qualidade ao meio de campo, que, em alguns momentos, principalmente contra times abaixo da gente, com três volantes, fica com menos jogo no meio, quando você tem que propor o jogo. A ideia é procurar um meio mais leve, técnico, para chegar no ataque com mais qualidade. Aconteceu algumas vezes, mas, em outros momentos, não. Continuamos buscando alternativas. Esses momentos são frustrantes, mas são importantes para que a gente consiga fazer avaliação, no final do ano, saber onde melhorar, em que posições precisamos para qualificar o grupo cada vez mais”.

“Momento que a gente esteve na beirada do G-6 é o momento de bastante otimismo, que, muitas vezes, o torcedor se pergunta como o momento bom pressiona a ponto de o atleta não ter naturalidade no jogo? Também importante avaliar que toda a construção de um time vitorioso passa por esses momentos. No vestiário, falei a eles que, muito embora a gente tenha batido nas barreiras sem conseguir transpor, elas nos dão ensinamento acumulativo para, em outros momentos, a gente ter mais capacidade com vivências de passado recente. Assim se constrói um grupo, se resgata a grandeza de um clube, através destes anos de provações e momentos decisivos. E alguns momentos, isso pode não acontecer. Tenho por mim que o otimismo a expectativa gerada pesou em alguns momentos. Talvez esse grupo ainda não esteja preparado para este momento. Por isso, embora frustrantes, momentos são importantes para a gente reavaliar, a característica dos jogadores que a gente vislumbra para um futuro, para que consiga, numa próxima oportunidade, conseguir passar. Não é o atleta jovem que sente. Ainda na palestra, usei o exemplo da minha vivência. Eu vivi 10 anos disputando tudo para vencer como atleta no Grêmio e, aos 28 anos, minha última temporada, briguei até a última rodada para não cair. Ganhamos do Corinthians dentro de casa. Naquele jogo específico, mais de 500 jogos pelo clube, eu estava extremamente nervoso. Algo que nunca tinha sentido na minha vida. Como habitual, liguei para a minha esposa para pedir boa sorte e disse que senti algo que nunca tinha sentido. Receio de entrar em campo e manchar minha trajetória no clube com rebaixamento. Ela me disse: “Tu tem 10 anos de lastro de treino, momentos de pressão que já viveu. Em campo, no teu ambiente, tu vai conseguir equilibrar as emoções e lidar bem com esses momentos”. São construções na carreira. A gente vai passando e vai calejando, tendo vivências que te permitam que isso não volte a acontecer. Momentos fundamentais, momentos de frustração, do clube, torcida, além de fortalecer para os momentos que virão, nos dão muitas ferramentas para o futuro”.

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