Esporte Clube Bahia: O “Robin Hood” do Campeonato Brasileiro

"esses pontos perdidos não se recuperam e o fator casa é a obrigação"

Parece que o Esporte Clube Bahia, nas melhores chances que tem de se estabelecer, dá aos “pobres” (times com pontuação menor, que figuram no Z-4 ou brigam contra o rebaixamento) os pontos que eles precisam para colocar a cabeça fora d’agua e respirar, tal como fez em entregar os 3 pontos para o Fluminense, e na segunda-feira em Pituaço, contra o Ceará, que com o triunfo sobre o Esquadrão saiu da zona de rebaixamento, ao estilo “Robin Hood”, tirando pontos de quem tem muito e dando a quem tem pouco. Como sempre reitero nos meus comentários, o Campeonato Brasileiro é o mais difícil do mundo, competição onde o lanterna pode surpreender e vencer o líder. No caso do Bahia, tem se repetido a dificuldade de jogar contra times que esperam o tricolor propor o jogo, observado que Roger Machado tem em mãos um time reativo como princípio de seu trabalho aqui no clube.

 

Sem nenhum problema, digo que na última partida foi a vez do técnico do Ceará dar um “nó tático” em Roger e a equipe visitante, a meu ver, foi melhor durante grande parte do jogo. A falta de criatividade e efetividade do Bahia contrastava com a efetiva proposta do clube visitante, que fez com que Douglas fosse um dos destaques do Bahia, realizando diversos milagres durante o jogo, impedindo que o time cearense saísse à frente do placar muito antes.

O Bahia contra o Ceará “achou” um gol com Artur Victor, aos 30 minutos, sendo que Artur Caíke havia desperdiçado uma clara chance de abrir o placar minutos antes, ao receber um passe primoroso de Marco Antônio, que vem entrando muito bem no time, no lugar do inoperante Guerra. Após abrir o placar, o Bahia começou a se livrar da bola, dando a posse ao Ceará ao invés de ficar com a posse e colocar o time visitante para correr e esperar o jogo terminar garantindo os três pontos.

Ocorre que o time tem dado “apagões” se desconcentrando em diversas partidas, dando possibilidade aos adversários de vir pra cima, além disso, repara-se um ar de soberba quando o Bahia está a frente do placar. O time não está jogando concentrado durante os 90 minutos e vejo que a má fase de Gilberto tem afetado a equipe, que se equilibra muito na boa fase de nosso matador.

Fato é que esses pontos perdidos não se recuperam e o fator casa é a obrigação de um clube que aspira algo maior. Não vejo como desesperador essa derrota em si, mas vejo como um alerta, talvez ela viesse pra mostrar que é preciso mais comprometimento de alguns atletas e vejo o sistema defensivo sobrecarregado por isso, cometendo falhas que não são normais dessa equipe. Que importa é que nessa reta final de campeonato está recheado de confrontos diretos é extremamente necessário retomar a regularidade e dar o sprint final rumo ao maior torneio do continente, que é sim o lugar do esquadrão para 2020 e deve ser essa ambição, nada do discurso de fugir do rebaixamento como ainda se ouve absurdamente por algumas pessoas no clube.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

 

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