Erros sucessivos de arbitragem: O que é que eu “VAR” dizer lá em casa?

Contra o Corinthians, Bahia foi prejudicado pela arbitragem!

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Em meio a polêmicas e mais polêmicas de arbitragem, a nossa confederação Brasileira de Futebol decidiu retirar a “PATENTE” de alguns árbitros do Brasil pelos erros cometidos, inclusive com ajuda do VAR, como foi o caso do Dewson Freitas, que beneficiou o Corinthians, após olhar o lance ao ser provocado pelo VAR do pênalti do Ralf em Élber numa partida que estava 0 a 0 e a possibilidade de se abrir o placar e mudar a cara. Tal brado de moralidade da CBF na punição desses árbitros, que são taxados de “incompetentes”, mas que são formados pela própria Confederação, não corrige o erro em si, apenas punem a pessoa do árbitro e não impende a equipe prejudicada o ressarcimento do prejuízo sofrido pela falha decorrente da arbitragem.

 

Falhas manifestas como as que ocorrem rodada após rodada incidem diretamente na tabela e o time favorecido pelo grotesco erro de “VARBITRAGEM” se beneficia e avança, enquanto o prejudicado tem somente a possibilidade de pedir que o Juiz que o prejudicou não apite seus jogos, sem nenhuma possibilidade do erro fático ser reparado, porque qualquer manifestação é punida pelo inquisitorial STJD, calando os atletas e os clubes.

Fato é que tudo continua com antes no quartel de Abrantes, o mecanismo de conforto e manutenção dos clubes que tem mídia e marketing se perpetra em face dos clubes que têm a ascensão POR COMPETÊNCIA E ORGANIZAÇÃO, por ser mais cômodo não mexer a estrutura eivada de vícios já existente na atualidade.

Os árbitros responsáveis pela arbitragem de vídeo (VAR) ou são os mesmos que atuam em campo ou então são ex-árbitros que trazem consigo velhos hábitos e tendem a errar como sempre fizeram antes de aposentar e puxar a brasa para quem já beneficiava anteriormente. Ou seja, se enxuga gelo na CBF, pois mantém o fluxo sem ingerências ou contrariedades, afinal vende credibilidade, mas atua sem o mínimo decoro conduzindo o futebol Brasileiro ao seu bel prazer.

O que a Confederação quer vender são as marcas do eixo sul/sudeste, se incomodam em ter clubes fora dessa zona de conforto nas primeiras colocações, quer seja por questões comerciais ou por serem reféns dos dirigentes corruptos que gerem mal os grandes clubes, se atolam em dividas e recorrem, sem o menor pudor à confederação para se safar, afinal, se procurar entre 100 pessoas quem confie na honradez da instituição, pelo menos 95 serão descrentes quanto a confiança que deva ser dada a uma instituição com dirigentes presos e com histórico de corrupção a nível mundial.

A sequência do campeonato vêm aí e vamos ver nas próximas rodadas as mesmas reclamações pois tais punições não são exemplares e mexem na tabela por conta da falta de clareza nas decisões, pois há um limbo e ninguém sabe o que é dito na comunicação entre os árbitros.

Milhões de pessoas são telespectadores e o futebol tem um papel inclusivo na sociedade nacional, movimenta milhões de reais e afeta diretamente a economia, pois gera emprego e renda, não pode continuar nessa nefasta panorama, que não se vê nem boa vontade de se contrapor, muito menos compromisso com a retidão e honestidade nas sua condução. Como diria o narrador Silvio Luiz, o que é que “VAR” dizer lá em casa?

ESPERAR CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS!

Texto: Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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