“Quem não aguenta pressão não pode trabalhar no Vitória”, diz Carlos Amadeu

"Fui procurado pelo Vitória duas vezes", revelou

Foto: Ascom/EC Vitória

Com passagem por todas as categorias de base do Esporte Clube Vitória, entre os anos de 1992 a 1995 e retornando em 2009, o técnico Carlos Amadeu foi apresentado oficialmente nesta terça-feira, para assumir o lugar de Osmar Loss, demitido no último domingo. O prata da casa também acumula duas passagens como interino do time principal: em 2014 (2 jogos) e 2015 (3 jogos). Foi campeão na primeira edição da Copa do Brasil Sub-20 pelo rubro-negro no ano de 2012. Ele tem o filho mais velho, Ricardo, 28 anos, no comando do time sub-15 do Vitória, e jogando na mesma categoria, o caçula da família, Matheus. Com bastante identificação com o clube, o treinador concedeu sua primeira entrevista coletiva e falou sobre pressão por resultados, o momento do Leão e revelou que foi procurado outras vezes.

 

“Quem não aguenta pressão não pode trabalhar no Vitória, no futebol brasileiro, no futebol baiano. O torcedor tem uma identificação comigo. Se sente representado por um baiano, por uma pessoa que veste a camisa do clube, que conhece o clube, que tem a raiz, o DNA do clube. Diria que é chão de fábrica. Uma pessoa que se preparou para isso. Além de ter jogado futebol, passado por todas as categorias de base, experiência internacional que o clube proporcionou, acho que a gente está sempre aprendendo. A identificação com o torcedor é fundamental para o crescimento do clube. Torcedor entender que o momento é delicado e que só tem uma forma de reverter a situação, que é unido, trabalhando junto”

“Todo esse conhecimento que você traz, faz parte do DNA do Vitória. A gente se sente muito orgulhoso. Poderia ter acontecido muitos anos atrás, mas acho que Deus dá o momento certo. Me sinto maduro, preparado, rodado e com a cara do Vitória. Um cara que trabalhou aqui desde 1991 e viu o clube ser reconstruído. Já existia, mas se transformou em um clube ainda maior. Passa a ser reconhecido por suas divisões de base. Tenho orgulho de fazer parte desse DNA, participar desse processo de construção nos anos 90, de minha última passagem entre 2009 e 2015, onde a gente pôde construir bastante. Onde passei, fui muito respeitado. Todo mundo sabe quem é o Vitória, reconhece o Vitória como clube formador”

“Fui procurado pelo Vitória duas vezes quando estava pela seleção. Fui procurado pela antiga gestão na saída de Marcelo Chamusca. Agora com Paulo Carneiro. (…) Quando saí [da Seleção], imediatamente vim ao Vitória, me apresentei, conversamos a respeito com Ricardo David, e ele me liberou para que pudesse viajar para a Europa. O objetivo era que pudesse acompanhar o futebol internacional, fazer contatos e aproveitar para dar uma descansada. Depois fui efetivamente dar aula nos cursos de formação de treinadores da CBF, que continuo ministrando aulas quando sou solicitado, e acompanhando todos os jogos de todos os clubes que pude acompanhar.”

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