Por má gestão, Ministério Público vai investigar ex-presidente do Sport-PE

Em reunião Conselho Deliberativo do Sport, realizada na noite desta terça-feira (13) foi acordado que os ex-presidentes João Humberto Martorelli e Arnaldo Barros, sim, aquele mesmo que esnobou a Copa do Nordeste e depois afundou o Sport na 2ª divisão serão suspensos de suas atribuições estatutárias. A decisão através do voto foi unânime, entre os 71 conselheiros que estavam presente.

 

Além disso, o Sport-PE vai acionar o Ministério Público para investigar as contas do Sport e uma Assembleia Geral será convocada para deliberar que o Sport possa processar os ex-dirigentes por má e temerária gestão, como prevê no estatuto do clube – a ação seria na Justiça Cível para que haja uma eventual indenização à entidade.

Os principais pontos destacados pela comissão especial responsável por averiguar as contas do clube foram a redução do patrimônio líquido do clube, que em dezembro de 2015 estava em cerca de R$ 115 milhões e em dezembro de 2018 caiu para R$ 20,4 milhões. Outro ponto abordado na apresentação do relatório para o Conselho Deliberativo foi o crescimento das dívidas tributárias, que segundo a comissão saltou de pouco mais de R$ 2,8 milhões (em dezembro de 2015) para R$ 59 milhões (em dezembro de 2018).

“Tivemos um faturamento de R$ 400 milhões (nas duas últimas gestões), mas não sabemos onde todo esse dinheiro foi parar. Não tivemos acesso ao fluxo de caixa. Pelos números apresentados no balanço, tiveram gastos com despesas, mas não temos como saber o que exatamente aconteceu. Diversas despesas estão no balanço, no passivo do clube, e que não foram pagos… Como fornecedores, impostos e até atletas que adquirimos, como o caso André (o Sport ainda estaria devendo o Sporting, de Portugal). Infelizmente, os números mostram uma queda absurda de patrimônio de aproximadamente R$ 90 milhões”, declarou o conselheiro Fábio Monterazzo, um dos membros da comissão que analisou as contas do Sport em entrevista concedida ao site Super Esporte.

Outros pontos colocados foram adiantamento de cotas junto à TV Globo entre dezembro de 2015 e 2016. Valores na ordem de R$ 58 milhões, algo que é proibido pelo ProFut, lei de responsabilidade fiscal do futebol, e pode trazer consequências ao clube. Também foram demonstrados indícios de adiantamentos de verbas a uma empresa, classificada como fantasma no relatório, que prestava serviço de lava-jato para o clube.

Ao fim da leitura do parecer da comissão, um dos membros do levantamento colocou as seguintes proposições que foram postas no documentos elaborado.

“Precisamos que se entenda o seguinte: Não temos os poderes do MP ou do Tribunal de Justiça. Não podemos quebrar sigilo bancário e nem telefônico, por isso não podemos afirmar, mas temos indícios mais que suficientes de má gestão e ou gestão temerária nos exercícios dos presidentes João Humberto Martorelli e Arnaldo Barros. Por isso, pedimos para que o Conselho analise para tomar as medidas cabíveis”, disse Aristides Batista.

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