Bahia não pode desprezar a possibilidade de trazer jogadores com qualidade mesmo com idade avançada

"A mescla juventude experiência há muito tempo tem se mostrado benéfica em alguns clubes"

Diante do dilema em contratar e não perder jogadores e dos erros cometidos em gestões anteriores, venho nesse post mostrar como é difícil gerir pessoas dentro de um grupo, pois o perfil de contratações do esquadrão já foi determinado e a atuação diretoria pretende colher em médio/longo prazo resultados mais sólidos. No entanto, por entender que o futebol não se trata de uma ciência exata e que por lidar com paixão e emoções afloradas, pode gerar situações atípicas e desconfortáveis nos mais variados âmbitos, por isso ser um diretor de clube não é fácil, por vezes é massacrante.

 

Mas enfim, como torcedor, me incluo na parte de emoção/paixão misturado com uma racionalidade que nos foi atribuída pela nova gestão, pois em gestões passadas, não tínhamos sequer voz para nos comunicar com nossos dirigentes, coisa que hoje em dia é uma rotina. As redes sociais nos dão a possibilidade de abordagem direta a quem dirige nosso clube, mostrando o semblante democrático desde a gestão Marcelo Sant’Ana, que nos “mal ou bem acostumou” a deliberar nossos anseios e descontentamentos diretamente ao dirigente.

Hoje ser sócio permite uma abordagem direta e dá ao associado vez e voz, pois o Estatuto modernizado retira a pecha antiga e retrograda do “Feudalismo” que havia no Bahia, onde claramente um pequeno grupo se valia do popular clube que tinha em mãos para seu benefício próprio. Hoje o que mais vejo e que mais admiro em comentários favoráveis ou contrários é que se permite ao torcedor sugerir, criticar, elogiar, ou seja, vivemos o dia a dia do clube em tempo real, sabemos dos atletas, da comissão técnica, etc.

Não vejo como negativo o sigilo nas negociações em tempos de empresários que querem sugar tudo que podem de quem pode pagar e fazem leilões e especulações idílicas com jogadores, por vezes medíocres ou medianos, dificultando o acesso aos que são mais qualificados e elevando a níveis estratosféricos as cifras dos mesmos, por vezes tornando-os inatingíveis as propostas.

Enfim, o que quero frisar nesse tópico é que num ponto de vista individual, eu não acho que o clube deva seguir estritamente o que foi determinado relativo à faixa etária dos atletas, mas procurar quem puder vir para o clube para somar, vejo jogadores experientes como D’Alessandro, Rafael Sóbis, Paulo Henrique Ganso, Diego Tardelli, Ramires, o próprio Gilberto, ajudar com experiência em momentos específicos de jogos ou resolvendo partidas ou as facilitando quando estão em campo, pois conhecem os meandros e já passaram por muitas coisas no futebol e tomam a decisão correta na maior parte de sua ações em campo.

Um jogador com essas características pode ser muito benéfico para composição de elenco do Esquadrão de Aço, pois podem resolver jogos sim e estão acostumados com a pressão. A mescla juventude experiência há muito tempo tem se mostrado benéfica, pois um compensa a deficiência do outro. Diante do mercado e com acesso do torcedor, o Bahia não pode desprezar a possibilidade de trazer jogadores com qualidade mesmo com idade avançada.

No campeonato Argentino, há muito dessa troca e jogadores como Lisandro López, Montillo, Mauro Zárate, todos com mais de 30 anos forma líderes de assistências em seus times, pois municiam os atacantes com qualidade , são compromissados e profissionais, além de efetivos na suas funções. Não sou técnico nem profissional da área, mas vejo o futebol coletivamente e entendo que Roger Machado tem a cancha para receber jogadores consagrados e com essa característica e motivá-los para dar o seu melhor para o clube. Dispo-me do preconceito dos que são taxados de refugos apenas pela idade e falo apenas de um meia ofensivo que possa criar com qualidade e experiência quando for utilizado, longe dos antigos moldes de um caminhão de ex jogadores em atividade, sendo produtivo.

É um jogo de erros e acertos, já acertamos e já erramos, natural quando se trata um clube de futebol e como ocorre em outros clubes, não falo aqui de um monte de velhuscos ex atletas, apenas um que possa contribuir e essa busca é difícil mas possível dentro das nossas possibilidades financeiras e sanar esse problema crônico de criação pensante, não só em velocidade, mas com a bola nos pés, para melhorar ainda mais a produção ofensiva e dar aos nossos goleadores a possibilidade de marcar os gols que tanto queremos e precisamos nas partidas.

Diego Campos, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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