Apenas Bahia e mais 5 clubes da Série A não possuem pendência em CT

Dos 20 clubes da elite, 14 não estão em dia com documentos

De acordo com levantamento feito pelo Estado junto aos órgãos competentes (prefeituras e Corpos de Bombeiros), dos 20 clubes que disputarão a Série A do Campeonato Brasileiro em 2019, 14 deles possuem alguma pendência em seus centros de treinamento. Entre os que estão em dia, aparece o Esporte Clube Bahia que teve o Termo de Viabilidade e Localização (TVL) deferido pelo Sedur, incluindo a atividade de alojamento e hospedagem.

O órgão determinou como condicionante o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), a regularização das construções como o alvará de construção e o habite-se. O Bahia tem 100 atletas nas categorias de base, sendo que 65 ficam alojados no clube. Os alojamentos ficam no CT do Fazendão, no prédio da base, com 22 quartos, cada um com capacidade para quatro jogadores. Ao todo são três prédios: do futebol profissional, um do administrativo e um da base.

Além do Bahia, estão em dia Atlético-MG, Avaí, Chapecoense, Internacional e São Paulo, sendo que este último ainda tem pendente pedido de renovação da documentação referente ao CT da Barra Funda, utilizado pelo elenco principal, já que o local passou por reformas recentemente.

A própria Prefeitura de São Paulo diz, porém, que “não foram observadas situações que pudessem ser caracterizadas como risco iminente”, durante inspeção realizada nesta semana pela Secretaria de Subprefeituras. A Prefeitura deu 90 dias para os clubes irregulares se enquadrarem às normas legais.



Em entrevista ao “Programa do Esquadrão”, o gerente técnico das divisões de base, Marcelo Vilhena, já havia garantido que o Tricolor está com toda a documentação em dia. Ainda antes do ocorrido no CT Ninho do Urubu, do Flamengo, o Bahia já vinha fazendo ajustes.

“A gente acabou de renovar nosso certificado de clube formador na CBF. Entre o final de novembro e dezembro, nós recebemos o pessoal da Federação para poder fazer uma vistoria para que a gente pudesse dar sequência na documentação. Essa documentação mais administrativa sai da minha alçada, então não sou eu que controlo essas questões dos alvarás de todos os órgãos que regulamentam o clube. Temos departamentos responsáveis por isso. Mas entendemos que tudo que nos é solicitado a gente está em dia. Imagino que novas demandas vão surgir, que novas exigências vão ocorrer e que talvez todos os clubes tenham que entregar novas adequações em função do episódio”, afirmou.

“A gente aproveitou esse mês janeiro, em que a maior parte dos atletas, funcionários e colaboradores não estão presentes, para poder fazer revisão do departamento e dos prédios que envolvem os alojamentos. Então, a gente acabou de fechar toda a reforma de hotelaria, a nível de pintura de quarto, colocamos novos insulfilmes, trocamos fechaduras de quartos e de armários, mexemos na parte elétrica, revisamos os extintores. Tudo já vinha sendo feito. Quando aconteceu infelizmente esse episódio no Flamengo a gente já estava com praticamente 95% das obras concluídas”, disse.

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