Vitória na Série B: E agora Presidente Ricardo David, para onde?

Com qual o patamar de folha salarial o Leão trabalhará em 2018?

Foto: Maurícia da Matta/ EC Vitória

Já era e o Esporte Clube Vitória se foi. Levou cinco anos na Série A, se arrastou nos últimos três anos, não resistiu e caiu com uma rodada de antecedência e agora terá de remar tudo novamente. Ao contrário da gestão anterior, que contratou uma caçamba de medalhões fora de linhas, sobra de sinistro à gestão de Ricardo David optou por uma política mais realista, ainda assim contratou 26 jogadores e nenhum deles merece desfalque especial, resultando no meu entendimento, em um dos piores elencos dos últimos tempos.

Afinal, não foi por uma gripe mal curada, obra ou fruto do acaso que o time despencou depois de perder 18 das 37 partidas que disputou no Campeonato Brasileiro, em uma campanha de fato vergonhosa, mas que não pegou nem mesmo o mais ferrenho torcedor do leão de surpresa.

Já durante essa semana certamente teremos como já é habitual as tradicionais chiadeiras dos inconformados e ressentidos que ainda no apogeu da decepção vão largar notas públicas pedindo a renúncia do presidente, na outra ponta, sócios e conselheiros solicitando reunião extraordinária do Conselho para devastar documentação buscando motivos para encaminhar a destituição do Ricardo David, enfim, o roteiro comum e corriqueiro de todo e qualquer clube que foi removido da elite e depositado em um segmento menor do futebol nacional, gerando como consequência, a redução da visibilidade, além do terrível desamparo moral e um incalculável prejuízo financeiro.



O time ainda enfrentará o Palmeiras no próximo domingo em um jogo festivo para o time paulista e despedida do Leão não tão somente da temporada, como também da divisão. Logo depois entra em férias e certamente deve iniciar processo de reformulação do elenco já visando o Campeonato Baiano de 2019, previsto para começar no dia 20 de Janeiro contra adversário ainda indefinido. Antes disso, digo, no dia 16, estréia na Copa do Nordeste, enfrentando o CSA recém promovido para Série A no Estádio Rei Pelé em Maceió

Um levantamento feito pelo amigo e colaborador do Futebol Bahiano, Ramon Santos, mostra que a situação do Vitória é grave exigindo muita criatividade para administrar contrato em vigor com jogadores reprovados e a administração de uma cota de TV menor.

Vamos ver as questões do próximo ano, atletas que encerram o contrato em:

2018 – Aderllan; Rhayner; André Lima; Elias; Walisson Maia; João Gabriel; Jeferson; Lucas (lateral); Bryan; Lucas Fernandes; Wallysson; Todynho; Arouca; Guilherme e Fillipe Soutto.

Junho de 2019 – Walter Bou (o clube adquiriu 50% do seu passe); Erick; Marcelo Benítez e Marcelo Meli.

2019- Ramon; Jhemerson; Willian Farias; Maurício Cordeiro.

2020- Rodrigo Andrade; Yago; Ruan Renato; Caíque; Neilton; Léo Ceará; Bruno Bispo e Fabiano.

2021- Léo Gomes; Ronaldo; Léo Gomes; Lucas RIbeiro e Cedric.

Não foi possível descobrir o tempo de contrato do lateral Juninho, assim como a situação dos atletas que retornam de empréstimo. Esta folha salarial é de 4 milhões e, como no próximo ano a cota de TV será reduzida para 9 milhões, como isso será equacionado?

Quais os atletas com contrato encerrado em 2018 devem renovar? Daqueles com contrato até o meio do próximo ano, quais deveriam ter uma prorrogação de empréstimo?

Com qual o patamar de folha salarial o Vitória trabalhará no próximo ano? A definição destas questões como sabedoria e criatividade certamente vão ditar o rumo do Vitória para o próximo ano.

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