Cadê a Federação Bahiana para brigar por seus filiados?

A Federação Pernambucana de Futebol como uma entidade responsável tem que defender os interesses dos seus filiados, entendo a indignação do presidente da Juazeirense, mas, ele deveria era estar indignado com o presidente da nossa Federação (FBF) que abusa da sua incompetência e não defende em nenhum momento os interesses dos seus filiados. Sei do grande sacrifício, sem nenhuma ajuda da federação para tentar honrar seus compromissos em dia e manter-se na Série C do Campeonato Brasileiro e o seu desespero por ver todo seu sonho em continuar nesta divisão cair por terra.

Por outro lado não entendo o silêncio dos “amigos” de imprensa a esse grande responsável pela decadência do nosso futebol (aliás, entendo), para sermos justos a única pessoa da imprensa baiana que sempre criticou essas atitudes recorrentes de demonstração incompetência foi Juliana Guimarães, apresentadora imparcial e competente do programa Band Esporte Bahia que tenho prazer em assisti-la diariamente, e para minha surpresa ela certa vez revelou em um dos seus programas que esse presidente teve o desplante de processá-la por suas justas críticas. Logo o principal responsável por decretar falência de clubes tradicionais do estado que inclusive já jogaram a primeira divisão do brasileiro, Galícia (1981), Leônico (1985), Itabuna (1979), Catuense (1984) e o Ipiranga que não conseguiu retornar à primeira divisão.

Felizmente para glória do nosso futebol, esse incapaz dono da federação resolveu deixar a nossa entidade, mas, para tristeza do nosso futebol o atual mandatário da CBF resolveu criar um verdadeiro cabide de emprego indicando em abril deste ano alguns dos seus amigos ex-presidentes de federações para eleição do cargo de vice-presidentes da entidade (oito), além dele por mais absurdo que pareça Rogério Caboclo (atual presidente da CBF) terá ainda outros vices, são eles: Fernando Sarney, atual vice da CBF e representante da América do Sul no Conselho da FIFA; Gustavo Feijó, atual vice da entidade e ex-presidente da Federação Alagoana de Futebol; Marcus Vicente, deputado federal e ex-presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo; Antônio Carlos Nunes, ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol; Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol; Castellar Neto, presidente da Federação Mineira de Futebol; e Antônio Aquino Lopes, presidente da Federação de Futebol do Acre.



Enquanto a entidade anda nadando em dinheiro sendo a quinta com maior faturamento do mundo passando da casa dos R$ 544 milhões, toda essa receita milionária das confederações vem do monopólio sobre o futebol dentro de seus países, faturam alto com as suas seleções nacionais, sendo que nenhuma delas tem quase nenhum gasto relevante, ou seja, elas ganham com as bilheterias, mas os estádios são construídos na grande maioria com dinheiro público alguns com dinheiro dos clubes, quando os jogadores são convocados para as partidas nas seleções dos seus países, seus salários são pagos pelos times do qual eles pertencem, além da receita com patrocínios, TV, bilheterias, se tornando um baita negócio, enquanto nossos clubes que protagonizam o espetáculo fazem malabarismo para pagar as contas em dia.

Na nossa terrinha, o atual presidente da FBF, indicou seu amigo (Ricardo Nonato) que foi eleito para assumir o cargo numa eleição pra lá de polêmica que traz de volta para o nosso futebol á tona a famosa frase que usou nosso Ex-Governador Otávio Mangabeira (de 1947 a 1951) para definir os absurdos que existiam na nossa terra e serve nesta eleição uma grande prova cabal disso, que dizia: “Pensem num absurdo, na Bahia tem precedentes”, ou seja, seu amigo foi eleito este ano, mas só vai assumir o cargo em abril/2019.

Não só o presidente da Juazeirense expressa sua indignação contra a CBF, o Bahia foi prejudicado em várias partidas pelas arbitragens e nenhuma representação foi feita pela nossa Federação contra a CBF manifestando apoio aos seus filiados, diga-se, o Esquadrão irá jogar dia 08/11 (quarta-Feira) lá no Uruguai e a nossa CBF programou o jogo contra o América-MG para o dia 11/08 (Sábado), depois de uma viagem internacional. Cadê nossa federação para brigar por seus filiados? Não adianta o Bahia espernear já que o objetivo da entidade é perversamente prejudicar em represália ao clube, não só por causa das suas posições independente contrário aos interesses dos mandatários da CBF, mas principalmente por ter assinado com outro canal para transmissões dos jogos no Brasileirão/2019 diferente do canal amigo da CBF.

Jorge Machado, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

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