Falhas de Caíque e equívocos de Mancini culminaram no vexame do Vitória

Vitória conseguiu ir do céu ao inferno em poucos dias

Foto: Paulo Soares / O Estado

O Esporte Clube Vitória conseguiu ir do céu ao inferno em poucos dias. No domingo, aniversário de 119 anos, eventos, apresentação do novo uniforme, triunfo sobre o Vasco no Rio de Janeiro e FIM do jejum de vitórias na competição nacional, respiro e alívio para enfrentar em seguida o tímido, porém aguerrido, Sampaio Corrêa. Se falta técnica no time maranhense, sobra raça e vontade dentro de campo, algo que faltou ao rubro-negro, aliás, faltou quase tudo.

Já começou errado quando o técnico Vagner Mancini resolveu poupar os titulares, sendo que o time A já é limitado. Outro erro foi “mandar embora” o goleiro Fernando Miguel para apostar em Caíque. Futuramente pode vir a ser um grande goleiro (não só na altura), mas hoje não se mostra seguro e preparado para assumir a camisa 1. Mas, se o treinador resolver sacá-lo, quem substituí-lo? Elias? Ronaldo? Não passam de outras apostas.

Sobre o jogo, não podemos crucificar o goleiro Caíque pelas falhas. Errou, beleza. Mas todo o time foi mal, e pior ainda quem o escalou. O técnico Vagner Mancini tem mais culpa do que os jogadores. Além dos erros do arqueiro, os equívocos na estratégia falha de Mancini culminaram na derrota do Leão, como destacou Rafael Santana, em excelente análise ao site Globoesporte.

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“É impossível começar essa análise sem mencionar as falhas de Caíque. Primeiro e segundo gols do Sampaio Corrêa podem ser colocados na conta dele – o Vitória foi derrotado pelo Sampaio Corrêa por 3 a 0. Duas falhas, em especial a primeira, que demonstram o momento de total insegurança pelo qual passa o goleiro. É imprescindível que seja preservado pela comissão técnica.

Dito isso, é preciso falar sobre Vagner Mancini. O treinador preparou sua equipe para enfrentar o Sampaio Corrêa como se estivesse diante de um adversário de Série A. Da mesma forma que encarou o Corinthians nos dois jogos das oitavas de final da Copa do Brasil, o Vitória encarou o Sampaio no primeiro jogo pelas quartas de final da Copa do Nordeste: time fechadinho, esperando para jogar no contra-ataque.

Desde os primeiros minutos de bola rolando, a estratégia rubro-negra ficou clara: linhas baixas e os 11 jogadores no campo de defesa tentando diminuir os espaços, roubar uma bola e partir no contra-ataque. Com todo respeito ao Sampaio Corrêa, equipe que se classificou para a fase de mata-mata do Nordestão com méritos, mas o Vitória pode mais que isso. E precisa mostrar mais que isso.

Pior: a equipe jogou tão mal que não conseguiu nem explorar os contra-ataques nem fechar os espaços. A única chance do Vitória na primeira etapa foi um arremate torto de Ramon após cobrança de falta.

Em que pese Mancini ter optado por mandar a campo um time misto, a atuação foi muito ruim.

Lá atrás, mesmo com uma postura excessivamente defensiva, o Vitória cedeu espaços, principalmente pelo lado esquerdo. O Sampaio chegou com perigo nas costas de Pedro Botelho e Walisson Maia em, pelo menos, duas ocasiões.

É fato que o gol da equipe maranhense surgiu a partir de uma falha bisonha e inexplicável de Caíque. Mas ele poderia ter saído de uma jogada trabalhada de ataque.

No fim do primeiro tempo, a sensação de que 1 a 0 ficou até barato.

No segundo tempo, o desastre foi completo. A postura mudou, a equipe passou a fazer pressão mais alta, porém dois gols de bola parada, um deles em nova falha de Caíque, melaram qualquer plano de reação do Vitória. Quando se lançou com tudo ao ataque, a bola teimou em não entrar, e agora Mancini tem uma dura missão para resolver no jogo da volta: precisa de triunfo por 4 a 0 para garantir classificação; 3 a 0 leva a decisão aos pênaltis.”

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