Marcelo Sant’Ana aponta cláusulas ilegais e imorais em contratos da PPP da Fonte

Superfaturamento da obra pode chegar a mais de R$ 450 milhões

Aproveitando o clima de investigações da Polícia Federal na “Operação Cartão Vermelho”, após mandado de busca e apreensão para investigar o suposto esquema de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro na construção da Arena Fonte Nova, o ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Sant’Ana, usou sua conta oficial no Twitter para revelar cláusulas “imorais” e “ilegais” no contrato de parceria público-privada (PPP) da Arena Fonte Nova.

“Há cláusulas (opinião) ilegais e imorais em contratos da PPP da Fonte [Nova]. Exemplo: proibir Bahia e Vitória de usar [o estádio de] Pituaçu (público) sem autorização do consórcio FNP (privado) e administrador da Fonte. Contrato Bahia X FNP vence em abril. PF e TCE têm que evitar mais prejuízos ao cidadão”, escreveu Sant’Ana.

Segundo as investigações, a licitação que culminou com a Parceria Público Privada nº 02/2010 foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), composto pelas empresas Odebrecht e OAS. O superfaturamento da obra pode chegar a mais de R$ 450 milhões e grande parte teria sido desviada para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais.

Em nota, a PF informou que “dentre as irregularidades já evidenciadas no inquérito policial estão fraude a licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro”.

Veja abaixo:

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