Fluminense queria retorno de Edson, mas jogador preferiu ficar no Bahia

No 4-2-3-1 de Guto, a dupla de volantes escolhida foi Edson e Nilton

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

A demora na renovação do volante Edson com o Bahia tem motivo e explicação. O Fluminense, clube que detém os direitos do jogador, tinha interesse no seu retorno em 2018. No entanto, o desejo do jogador falou mais alto. Ele contrariou a vontade dos cariocas e escolheu permanecer no Esquadrão.

Edson, de 26 anos, renovou com o Bahia por mais uma temporada, no entanto, ainda um contrato de empréstimo que pode se tornar definitivo. O vínculo do jogador com o Fluminense vai até agosto deste ano, ou seja, depois disso ele ficará livre, leve e solto, podendo prolongar sua tempo no Esquadrão.

Para renovar o empréstimo e permanecer no Fazendão, o jogador teve que se posicionar de forma contrária à ideia do Fluminense.

– Na verdade, eles queriam que eu retornasse, mas o mais importante é o que eu quero para mim. O meu desejo sempre foi permanecer no Bahia. Não tem nada que vá contra a palavra do jogador, que fala onde quer jogar ou não, desde que haja interesse de ambos. Então, foi isso que aconteceu no Bahia. Tive uma passagem muito boa no Fluminense, tenho um carinho enorme pelo clube, que tem funcionários com coração enorme. É um clube que abriu as portas para mim, clareou tudo na minha vida e eu tenho que agradecer por tudo que fizeram por mim. Mas é vida que segue e temos que procurar o melhor para nós, disse Edson.

A negociação pela renovação de Edson com o Bahia começou ainda no final do Campeonato Brasileiro do ano passado. O volante afirma que, desde o início, deixou claro para a diretoria tricolor que o seu objetivo era permanecer no clube. Ele entrou em campo em 37 partidas em 2017 pelo Bahia, a sua segunda melhor marca na carreira.

“Quando soube que o Bahia tinha interesse na minha continuidade eu não pensei duas vezes. A gente sempre recebe algumas situações, mas a escolha é minha. Eu escolho para onde quero ir, eu que tenho a assinatura do meu contrato e sempre deixei bem claro para Diego [Cerri, diretor de futebol do Bahia] que minha vontade era ficar no Bahia. Sempre dei a prioridade para eles. É um clube que está trabalhando correto, um clube que tem um prestígio muito grande dos jogadores brasileiros e até de fora do país, né? Então comigo não é diferente. A gente que conhece a história do clube de dez anos atrás, que não tinha um prestígio tão bom no futebol e hoje isso mudou muito rápido. É claro que foi com o trabalho do pessoal da direção que entrou e das pessoas que querem o crescimento do clube. Então isso me motivou a poder renovar meu contrato com o clube por mais um ano e quem sabe aí por mais tempo, né?”, complementou.

Mesmo antes de confirmar a renovação, Edson treinava com o elenco tricolor. Desde os primeiros treinos o volante foi escolhido pelo técnico Guto Ferreira para começar na equipe principal, superando a concorrência dos recém-contratados Nilton e Elton, além de Feijão e Juninho, que já estavam no clube. O último, porém, deixou o clube e foi emprestado ao Ceará.

“Isso é sempre bom porque todos os clubes têm que ter concorrência e o jogador não se acomodar pensando que é o dono da posição. Ano passado tinha Matheus Sales com Renê, e Nilton e Elton estão vindo para substituir a saída dos dois. E tem o Juninho e Feijão. Só quem tem a ganhar com isso é o Bahia. A concorrência sempre vai existir, é sadia, claro que um respeitando o outro. Todo mundo quer jogar e tem que ficar chateado quando não está jogando mesmo. Mas ficar chateado com si mesmo e não com o companheiro, que quer ajudar o clube. Se a gente tiver esse pensando de um querendo ajudar o outro, as coisas têm mais chance de dar certo”, finalizou.

No 4-2-3-1 de Guto Ferreira, a dupla de volantes escolhida nos trabalhos táticos é Edson e Nilton. Elton e Juninho também chegaram a ser testados durante os coletivos, mas largam atrás da dupla.

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