Bahia projeta poucas contratações e elenco com 28 atletas em 2018

O novo treinador, ainda um mistério, não trabalhará com grupo inchado

O Bahia parece ter aprendido com os erros do passado e, se em 2017 diminuiu em 32% o número de contratações em relação a 2016, na temporada 2018 esse número deve cair ainda mais. O presidente Guilherme Bellintani afirmou que pretende anunciar no máximo 6 reforços no “primeiro ciclo”. Os primeiros nomes devem ser oficializados esta semana, após a posse da nova diretoria que acontece nesta segunda-feira. Elton, Luiz Antônio e Nino Paraíba têm conversas avançadas. O volante Nílton e o meia Élber também negociam.

Ao término da temporada 2016, o Bahia havia feito 25 contratações, 13 delas chegaram para a disputa do Brasileiro da Série B, e 4 apenas na reta final. Já em 2017, não se viu obrigado a contratar um número exorbitante de reforços, muito pela manutenção da base que conquistou o acesso à Série A. Foram apenas 17 jogadores contratados este ano. Diferente de treinador, que foram quatro durante o ano, igualando o feito do ex-presidente MGF, que contratou quatro técnicos em 2014.

O diretor de futebol, Diego Cerri, prefere não estipular um número exato de reforços, mas garantiu que o objetivo é diminuir ano a ano as contratações, com um planejamento à médio prazo, porém, para isso é preciso manter a base ao término da temporada, algo muito difícil, não só pelo número ainda grande de atletas emprestados, como pela necessidade de gerar receita com a venda dos jogadores destaques, afinal, as outras fontes não são suficientes para fechar o caixa no positivo. Certo mesmo é que o novo treinador, que ainda é um mistério, não trabalhará com um elenco numeroso.

Veja o que disse Diego Cerri:

“Isso pra mim está sempre nos planos. Quero chegar a um cenário ideal com um número bem inferior a esse [17 contratações em 2017]. Sou radical quanto a isso. Ainda estamos em um processo de reformulação de elenco. Nesta temporada tínhamos pouco dinheiro pra contratar e foi preciso arriscar mais, fazer investimentos baixos, por empréstimo. Também tivemos problemas de lesão séria, com Jackson, Hernane, Wellington Silva… e aí foi necessário repor. Não gosto de grupo inchado. Penso em um elenco principal com no máximo 28 atletas para dar mais chances aos meninos da base e o técnico trabalhar de forma mais tranquila”

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