Precisamos rever a política de venda de jogadores dos clubes nordestinos

Se houvesse uma Liga do Nordeste forte, nossos clubes seriam mais fortes.

Texto: Leonardo Pereira.

Esse é um ponto chave para podermos desenvolver o nosso futebol, pois assistimos dia após dia os times do eixo oferecendo “bagatela” pelos nossos jogadores destaques e os levando. Vejamos o exemplo de Marcelo Lomba, que o Internacional pagou R$ 2 milhões e emprestou Muriel pelo restante do campeonato. Agora vemos o São Paulo vindo com essa mesma proposta de pagar um valor menor do que o que foi pedido pelo Bahia, e além disso emprestar jogadores encostados, os famosos refugos, para poder compensar e diminuir o valor.

O Corinthians cogitou essa mesma modalidade para tentar comprar Zé Rafael e ainda insiste em levar o destaque tricolor. Só eu que enxergo eles ganhando duas vezes em cima de nós: Pagando menos por um jogador valioso (pois se está comprando é porque existe uma demanda e tem valor), não perde o jogador que está cedendo, pois é apenas por empréstimo, e ao final de tudo fica com os dois podendo lucrar numa futura venda de ambos e ao Bahia NADA. Quando o Cruzeiro comprou metade do passe de Pará foi a mesma coisa, o clube celeste adquiriu 50% dos direitos econômicos do lateral e cedeu o volante Souza, por empréstimo, dentro outros jogadores que saem dos nossos times da mesma forma.

É preciso rever essa política de venda de jogadores dos clubes nordestinos, pois os times apenas vem se prejudicando com esse tipo de negociação, pois não arrecadamos um bom valor e “rebemos” em troca “jogadores” emprestados (pois os jogadores cedidos são aqueles que não tem mercado para venda naquele momento e que eles não vão utilizar, ou seja era dinheiro empatado). É preciso se valorizar como instituição e valorizar os seus ativos.

Qual o caminho para melhor o nosso futebol? 

Se houvesse uma Liga do Nordeste forte, poderíamos negociar cotas de televisão em bloco, como era na época do Clube dos 13, em que a divisão era mais justa que a atual que beneficia “Flamídia” e a “Curintias”, e após um abismo os demais times do eixo, e após mais um abismo, os demais times das outras regiões.

Se houvesse uma Liga do Nordeste forte, poderíamos fazer um intercâmbio de jogadores, onde poderíamos ter elencos mais fortes para disputar as competições do ano e não apenas lutar para não cair.

Se houvesse uma Liga do Nordeste forte, poderíamos construir centros de excelência em formação de jogadores que favoreceríamos aos nossos clubes menores, que não têm estrutura para formar jogadores e os grandes em troca desse auxílio receberiam parte do passe do jogador e prioridade na compra desses atletas formados.

Se houvesse uma Liga do Nordeste forte, poderíamos fazer um intercâmbio de treinadores e dirigentes para aprimorarmos e profissionalizarmos nossas administrações, teríamos mais focos nos clubes e mais força para dominarmos às federações estaduais.

Essas são apenas algumas ideias simples que se adotadas podem melhorar o nosso futebol…

Leonardo Pereira (Pretuh), torcedor do Bahia e amigo do Futebol Bahiano.

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