Bahia se despede de sua torcida ainda sonhando com Libertadores

Com recorde de público e homenagens, Bahia se despede da Fonte em 2017.

A torcida do Bahia, que é de PRIMEIRA, disso nunca tive dúvida, terá o último encontro em massa com o clube coração neste domingo, diante da Chapecoense, às 18 horas local, na Arena Fonte Nova, jogo que marca o último do Esquadrão em Salvador na temporada 2017, o penúltimo na temporada e do presidente Marcelo Sant’Ana que conta as horas, minutos e segundos para sua despedida, com toda certeza, deixando um LEGADO para o próximo mandatário que pegará um clube organizado e arrumado se comparado ao estado que deixou os antecessores de Sant’Ana.

O Bahia entra em campo ainda sonhando e lutando por uma vaga na Copa Libertadores, em partida que contará com belas homenagens as vítimas da tragédia da antiga Fonte Nova em 2007, e que deve ser fechado com chave de OURO quebrando o recorde de público do jogo contra o Palmeiras, que foi de 33.186 pessoas, muito para o cenário atual do futebol brasileiro, e pela capacidade que suporta a Fonte, pouco para uma torcida que já colocou 110.438 pessoas numa semifinal de Brasileiro e mais de 60 mil disputando uma humilde Série C. Uma pena que o estádio e todas demais dificuldades atuais não colaboram para que essa fanática e apaixonada torcida compareça duas ou três vezes mais como vários tricolores, inclusive o mestre Dalmo Carrera, se acostumaram a presenciar no passado.

Na 10ª posição com 49 pontos, há 3 pontos do G-7, o Bahia ainda sonha com uma vaga na Libertadores que só será definida na última rodada no duelo contra o São Paulo, no Morumbi, e certamente podendo se arrastar por alguma semanas, se necessário, e dependendo do desfecho das semifinais da Sul-Americana. Sendo mais claro e objetivo: Se o Flamengo avançar às finais da Sul-Americana, a decisão só acontecerá após o término da Série A, ou seja, se o Bahia ficar em 8º ou 9º, certamente torcerá para o Fla conquistar o título, além do Grêmio que decide já na quarta.

Se for para o Bahia se classificar para Libertadores, não vejo problema algum torcer para os clubes brasileiros nas demais competições. No entanto, é preciso o Esquadrão buscar fazer sua parte e focar o G-7, vencendo Chape e São Paulo, para não ter que depender dessas combinações. Vencendo os catarinenses e torcendo por derrota do Botafogo além de tropeços de Vasco e Atlético-MG, o tricolor pula até a 7ª colocação. Se não fizer o dever de casa, pode descer até três degraus.

Principal trunfo do Bahia nessa Série A, ainda mais se analisado os jogos como visitante, a Arena Fonte Nova pode novamente fazer a diferença. Foram 18 jogos, 10 triunfos, 4 empates e 4 derrotas. 34 gols marcados e 20 sofridos. Não perde em Salvador desde o dia 27 de agosto quando foi derrotado pelo Botafogo. De lá para cá, carrega uma invencibilidade de sete jogos, com 5 triunfos e 2 empates. Ou seja, qualquer resultado que não seja o triunfo, pode ser considerado uma enorme surpresa, com todo respeito a Chape. Se despedir da nação tricolor vencendo é a meta e obrigação do domingo.

ESCALAÇÃO!

Nada de surpresa, nada de novidade! Ciente das ausências de Lucas Fonseca e Juninho, vetados pelo departamento médico, e do retorno do titular absoluto Renê Júnior, que cumpriu suspensão, o técnico Carpegiani não teve nem como fazer mistério para o jogo contra a Chape. Com isso, o Esquadrão será escalado neste domingo da seguinte forma: Jean; Eduardo, Thiago Martins, Tiago e Juninho Capixaba; Renê Júnior, Edson, Allione, Zé Rafael e Mendoza; Edigar Junio.

 

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