Ex-presidente do Vitória defende comercialização da SAF no futebol

Segundo empresário, a medida ideal é a venda de no máximo 51%

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

A temática da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tem sido pauta de diversos debates no meio desportivo. Um dos ex-presidentes do Vitória, Ademar Lemos, enxerga a perspectiva da venda do novo modelo administrativo como positivo. Além disso, o empresário pontuou que é preciso haver maior valorização dos clubes brasileiros quanto à essa questão.

 

“Dos 20 maiores clubes do mundo, 18 têm dono. Dois não têm: Real Madrid e Barcelona. Um deve 800 milhões de dólares e outro 1 bilhão. Agora estão em uma safra ruim de jogadores, e acho que vai ser difícil voltar a ter tão cedo uma posição de destaque no futebol mundial. Eu acho que tem que ter dono. Tem que ser negociado, logicamente bem negociado. Concordo com o presidente do Athletico-PR que os clubes estão sendo vendidos muito baratos. O desespero dos dirigentes, porque os clubes estão falidos, quebrados, com raras exceções. A maioria dos clubes não tem dinheiro para pagar folha. Estão liquidando os clubes em troca de um dinheiro muito pequeno. Espero que isso não se torne mania”, afirmou Ademar, em entrevista ao BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, na última segunda-feira (07).

Ainda segundo Ademar, a abordagem ideal tende a vender no máximo 51% da SAF a uma equipe de investidores.

“Tivemos uma notícia boa hoje, de uma proposta que o Atlético-MG recebeu, de 1 bilhão por 51% apenas. Diferente de outros clubes, que estão negociando de 80 a 90%. Esse 1 bi do Atlético é diretamente para o clube, não para pagar dívida. Os clubes têm que repensar, valorizar um pouco mais, para não serem liquidados a preço de banana. O ideal é que ficasse em torno de 51%, porque menos também não vão aceitar.  Os grandes interessados no futebol brasileiro estão prontos para após comprarem 5, 6, 7 clubes para formar uma liga. O Brasil talvez seja uma das raras exceções em que a CBF cuida dos clubes e das seleções. O interesse desses grandes grupos financeiros é comandar as ligas de futebol quando conseguirem um posicionamento”, analisou.

Integrante do grupo de apoio ao mandato interino de Fábio Mota, Ademar Lemos explicou o projeto do Leão da Barra para a Série C do Campeonato Brasileiro 2022.
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