Artilheiro do Bahia fala sobre meta para 2020 e impactos da pandemia no futebol

"A única meta que eu tenho é ser campeão e ganhar o máximo de jogos"

O atacante Gilberto mais uma vez tem um grande início de temporada com a camisa do Esporte Clube Bahia e até a paralisação das competições, balançou as redes sete vezes em 10 jogos. Em 2018, nos seus primeiros 10 jogos pelo tricolor, balançou as redes cinco vezes. Em 2019, foram incríveis 11 gols nas 10 primeiras partidas. Ao todo, marcou 45 gols em 93 jogos com a camisa tricolor. Em fevereiro, o centroavante superou Edigar Junio que jogou no Esquadrão de 2016 até 2018 e marcou 44 gols em 141 jogos. Gibagol está a cinco gols de igualar Zé Carlos, meia-atacante que foi campeão brasileiro em 1988, e balançou as redes 50 vezes e ocupa a 36ª posição da lista de artilheiros. Outro jogador histórico que Gilberto está perto de alcançar é o ex-atacante Robgol, que está na 31ª posição da lista de artilheiros do Tricolor com 53 gols.

 

Apesar dos recordes, Gilberto disse que superar os 29 gols de 2019 não é uma meta, e sim conquistar títulos. “Se eu disser que minha meta era não ter meta, eu estaria errado. A única meta que eu tenho é ser campeão e ganhar o máximo de jogos possíveis para que isso aconteça. É claro que tem um adversário, que busca a mesma coisa. Mas, se possível, eu trabalho mais e busco mais para conseguir o que quero, que é ser campeão.”

Sobre o início de temporada do Bahia, ele afirmou: “Acho que foi a continuidade, todos os jogadores que aqui estão e todos que chegaram. Nosso clube vem em evolução, qualificamos nosso elenco, estamos ajustando tudo e fazendo o possível para chegar no Brasileiro no mais alto nível e buscando coisas grandes. Eu me beneficio disso, jogar ao lado do Gregore, Lucas Fonseca, Douglas, Anderson, Élber, posso citar todos aqui. Só posso agradecer a eles, eles me procuram na área, eles esquecem de chutar para tocar, eu fico zoando eles depois.”

Gilberto também falou sobre o período de quarentena e os impactos da pandemia do coronavírus no futebol. Veja abaixo.

“A rotina sem futebol é muito difícil, minhas esposa reclama que sou muito chato (risos). Mas é importante para se precaver desse vírus que está nos assombrando. A gente tinha um protocolo de treinos porque, até então, a gente não estava de férias. Até dia 1 de abril a gente estava seguindo o protocolo que estava sendo enviado pelos preparadores físicos do Bahia. Em férias de um mês, eu sempre faço uma rotina ficando só uma semana sem treinar, depois já volto, correr, nadar. Dessa vez, tirei apenas cinco dias.”

“Infelizmente, a gente tem que passar por esse período, não tem jeito. A gente fica muito preocupado com a situação dos clubes, principalmente com a situação dos jogadores. No Brasil, 1% dos jogadores recebe uma boa grana e o restante não recebe tão bem assim, necessita do salário para sobreviver. A gente está vendo as possibilidades para se ajustar. Importante é todo mundo se unir, para que essa situação passe o mais rápido possível.”

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