O Futebol e demais esportes foram, literalmente, driblados pelo Coronavírus

"ainda teremos quase uma temporada inteira pela frente"

Tenho quase que certeza que desde que se encerrou à Segunda Guerra Mundial em meados do século passado, jamais o povo viveu um estado de calamidade pública igual ao que estamos vivendo no momento, causado por essa pandemia desencadeada pelo Coronavírus que vem assolando e aterrorizando toda humanidade, doença que começou na China e se expandiu mundo à fora, já atingindo mais de 180 países, causando milhares de mortes e infectados, principalmente, na Itália, um dos países mais importantes no continente europeu e, ultimamente, nos Estados Unidos, país considerado como a maior potência mundial.

 

Vale salientar que a citada pandemia vem destruindo ou implodindo toda economia mundial, independentemente, que os países atingidos sejam pobres, emergentes ou ricos de primeiro mundo, fato ou fator que os estragos causados já são enormes, com as pessoas orientadas à não sair de casa, confinadas nessa “prisão domiciliar” denominada de isolamento social, principalmente, os idosos que são considerados os mais vulneráveis à contaminação, além do fechamento do comércio, da indústria que tem tido queda de produção, enfim, com todas atividades laborais afetadas.

E quanto ao desporto, principalmente, o futebol que para muitos, é o “esporte das multidões”, “paixão nacional”… Para mim, que sou apaixonado por esse esporte e, creio que para toda mídia esportiva, significa um ótimo vício, uma “cachaça” diária, porque, por mais que esteja ou não esteja rolando basquete, vôlei, tênis, automobilismo ou qualquer outra modalidade esportiva,  o carro-chefe é  o futebol que no cotidiano, é repercutido dia e noite, através de resenhas de rádio, mesas redondas de TV, portais esportivos, jornais virtuais e impressos que passam o tempo todo noticiando, divulgando, comentando, opinando, analisando, criticando, contemporizando, elogiando, enfim muito gerúndio, mas, são as nuances que sintetizam as atividades de tão laboriosa classe jornalística.

Em plena normalidade do nosso cotidiano, naquele costumeiro período compreendido entre o início de dezembro e meados de janeiro, lacuna que marca o encerramento e o início de temporadas do futebol brasileiro, os clubes dão as merecidas férias aos seus jogadores e o futebol profissional entra na “entressafra” parando por mais de um mês, até o início das competições. Sempre é um período que me deixa um vazio, em função da bola parar, com a ausência periódica da prática do futebol profissional.

E o que dizer agora, com essa brusca paralisação motivada por essa avassaladora pandemia que vem atormentando toda humanidade? Até o futebol que sempre sobreviveu às grandes intempérie foi, literalmente, driblado,  levando um gol contra dessa infecciosa doença e, por recomendações ou determinações das autoridades sanitárias, foi paralisado por tempo indeterminado estando no momento, “fechado para balanço”, com os clubes de pequeno porte que já se encontravam com dificuldades de caixa, temendo entrar em colapso ou insolvência financeira total, já começaram a promover desmanches em seus quadros funcionais  com muitas demissões de atletas, comissões técnicas e em outros setores, enquanto os clubes de grande e médio portes, diante da “seca” de receitas, estão procurando alternativas de sobrevivência, organizando comissões para negociar, em bloco,  antecipação de férias, redução de salários e outros itens pertinentes à esfera trabalhista, haja vista que nenhuma atividade do mundo sobrevive sem dinheiro, principalmente, o futebol que  movimenta diariamente, altas cifras de Reais, Euros e dólares.

No panorama internacional, a notícia que esperávamos ser dada a qualquer momento pelo Comitê Olímpico Internacional-COI, foi oficializada durante a semana, quando os organizadores dos Jogos Olímpicos 2020, evento que seria realizado em Tóquio a partir do mês de julho, tiveram que adiar sua realização para 2021 e, segundo seus promotores, o adiamento do evento, causará ao Japão um prejuízo estimado em quase 3 bilhões de dólares.

Já no âmbito doméstico, que é à nossa “praia”, já tivemos  o Campeonato Baiano paralisado, quando ainda faltavam duas rodadas para o encerramento da fase de classificação, temos o Vitória que perdeu no jogo de ida para o Ceará por 1×0 no Castelão faltando realizar o jogo de volta no Barradão contra o Ceará, em jogo válido pela 3ª Fase da Copa do Brasil, quando não se tem a mínima ideia de quando será realizado e, de quebra, ainda tivemos a paralisação da Copa do Nordeste quando faltava, apenas, uma rodada  para o encerramento da fase de grupos.

Ademais, além dessas três competições que foram interrompidas, ainda temos o Bahia habilitado à disputar o Brasileirão que estará ou estaria previsto para começar em maio; disputará, também, à 2ª Fase da Copa Sul-Americana que estará ou estaria prevista para o início de junho. Temos o Vitória habilitado para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B, a Jacuipense à Série C, enquanto que Atlético de Alagoinhas, Bahia de Feira e o Vitória da Conquista disputarão a Série D.

Isso tudo, se Deus permitir e creio que, permitirá porque, não vejo a hora de voltarmos a preencher de paixão e alegria nosso ego esportivo, voltando  à entoar aquele velho e bom samba que embalou, por muitos anos, os “melhores momentos do futebol brasileiro”  que eram exibidos à cores ou em preto e branco pelo CANAL 100, sucesso absoluto nas telas dos cinemas, antes da exibição dos filmes:, cujo samba, é mais ou menos assim: “Que bonito é, as bandeiras tremulando, a torcida delirando vendo a rede balançar. Que bonito é a mulada requebrando, os tambores repicando, uma escola desfilar…”

Como se observa, ainda teremos quase uma temporada inteira pela frente. Entretanto, pelo andar da carruagem ou, para ser atual e pontual, pelo andar do “coronagem”, à única certeza que tenho é que até às autoridades sanitárias estão cercadas de dúvidas a respeito de quanto tempo vai durar essa pandemia, para que tudo possa  voltar à normalidade, porque a situação já está se tornando ou, já se tornou calamitosa.

Para finalizar, só nos resta confiar em Deus, nos profissionais da ciência e da Saúde e no bom senso do povo brasileiro em seguir às recomendações preventivas das autoridades sanitárias para superarmos todas essas dificuldades, tentando evitar que à Nação entre num processo de anomia social, o que seria um coice por cima da queda.

José Antônio Reis, colaborador do Futebol Bahiano.

 

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