Arena Fonte Nova: Uma nova história e muitas preocupações

ESPERANDO AS CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS...

Foto – Felipe Oliveira/EC Bahia

Acompanhando toda essa história do presidente Paulo Carneiro em querer colocar o Esporte Clube Vitória para jogar na Arena Fonte Nova, mostra como isso mexe com os brios acalorados dos torcedores da capital baiana. Em botecos, nas rodas de bate papo e nas resenhas do dia a dia, as conversas se inflamam e açulam as torcidas em relação a um aparelho público que está sob a égide de um contrato de consórcio, administrado por empresas privadas. A Fonte Nova Negócios e Participações S.A têm o poder contratual de firmar suas parcerias em contrapartida aos investimentos feitos no aparelho estatal e por um prazo de 35 anos, e diante disso administra o empreendimento com características de uma arena multiuso, inclusive sendo usado para shows e eventos diversos, como já ocorre.

 

Acontece que o maior responsável pela não transformação da Arena num elefante Branco, como acontece em outras partes do país, é o Esporte Clube Bahia, que movimenta o estádio durante o ano inteiro com públicos satisfatórios, que colabora para o êxito da Arena como palco respeitado em nível Brasil e Mundo no que se refere a gestão de excelência e lucratividade.

O senhor Paulo Carneiro, político que é, viu na falta de exclusividade do contrato firmado entre o Bahia e o consórcio a oportunidade de mandar seus jogos no palco maior do esporte do estado. Contudo, o Bahia veio de um processo democrático e paulatino de reestruturação, e conseguiu mostrar a viabilidade de mandos de seus jogos nesse estádio, conseguido através da sua organização administrativa cumprir com a responsabilidade contratual pactuada, implantando um plano de sócios sólido e crescente ano após ano, que culmina num resultado esportivo, que resulta na realização de grandes jogos para a casa, contra os maiores clubes do Brasil e jogos internacionais, como os da Copa Sul-Americana, por exemplo.

Fato é que um contrato desse porte dá a um clube a possibilidade e a caução jurídica para adquirir empréstimos junto às instituições financeiras, coisa que o Vitória precisa com urgência e isso foi visto pela diretoria do clube como uma luz no fim do túnel para tentar salvar a desastrosa situação que se encontra este clube em questão. Isso não é observado pela maioria das pessoas, os apaixonados pelo esporte como fim, que olham com os olhos do coração, não os da racionalidade. Por fim, não há mais o que se discutir sobre o tema, o martelo está batido, agora é só esperar para ver as cenas dos próximos capítulos, afinal os termos contratuais e jurídicos frios e pontuais e não entram em campo.

Além disso, esperar que não haja desrespeito por parte de quem chega e por parte de quem já se encontra estabelecido nessa arena e que os jogos de pouco apelo de público, como são os da Série B consigam dar ao clube que chega, a possibilidade de pagar suas contas, afinal é o 28° em média de público com média de pouco mais de 4 mil pagantes por jogo, enquanto o Bahia tem a sétima melhor média de público entre todas as Séries do Brasil. Além disso, o Vitória se encontra numa zona de flerte com a Série C e pouca possibilidade de Subir para Série A 2020 numa visão racional, fria e iminente neste momento.

E a maior de todas as preocupações neste contrato é que a carga de jogos não estrague o gramado, e assim, não interfira no desempenho da equipe que joga no palco, afinal é necessário se ter um bom gramado para se jogar na Série A, é um pré-requisito para um bom toque de bola e para que os jogadores de bom nível desempenhar um bom espetáculo e não conviver com as criticas da Copa América, por exemplo.

ESPERANDO AS CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS.

Texto de Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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