Pancadaria no BA-VI não motivou volta da torcida única, revela promotor

O promotor também cobrou punições exemplares

Por recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), os próximos clássicos BA-VI da temporada 2018 terão torcida única –  pelas finais do Baianão, além dos dois encontros pela Série A ou quem sabe um novo BA-VI na Copa do Nordeste. No fim da tarde desta segunda-feira, em entrevista à TV Bahia, o promotor Olímpio Campinho os motivos que incentivaram na decisão, e entre eles, não está a confusão generalizada entre jogadores no dérbi do dia 18 de fevereiro.

Ele afirmou que episódios de violência que ocorreram longe do Barradão no último mês de fevereiro e a depredação de partes da praça esportiva motivaram o retorno da torcida única, adotada em seis dos sete clássicos promovidos em 2017. Caminho admitiu que existe a possibilidade de rever a recomendação por torcida única no futuro. O promotor também cobrou punições exemplares para os envolvidos em brigas e confusões.

Veja abaixo o que disse o promotor:

“A briga entre torcidas na Baixa dos Sapateiros no dia do jogo mostra esse clima de rivalidade agressiva e violência que vivemos. A situação que vivenciamos ano passado, os seis Ba-Vis bem-sucedidos, exitosos, sem nenhuma ocorrência, sem fatos violentos ou confrontos, com incremento de público. (…) Comparamos jogos de 2016 com os do ano passado. Nas finais do Campeonato Baiano houve incremento de mais de 30% do público. O público passou a ir ao estádio por se sentir mais seguro. Os 10% da torcida visitante deixaram de ir, mas se ocupou aquele espaço e teve um incremento de mais de 20%. Fatos aconteceram nesse Ba-Vi. Torcida que foi para o portão da torcida visitante contra a deliberação da polícia. Vimos torcida depredando sanitário, derrubando alambrado, tivemos depredação de ônibus com vítima. Na Baixa dos Sapateiros tivemos disparo de arma de fogo. A gente está tentando tomar providências para que não ocorra algo pior;



Esse fato (briga) não repercutiu na recomendação que expedimos. Estou sendo honesto. Óbvio que precisa ter a conscientização dos jogadores e dirigentes esportivos, principalmente, que eles podem estimular ou inibir atos de violência com suas próprias atitudes. É preciso que tenham consciência disso. A princípio [a torcida única] é para todos os Ba-Vis de 2018. Sempre existe a possibilidade de reavaliar. Mas a própria CBF está comungando com nosso pensamento. (…)

No dia em que punirmos exemplarmente os autores dos fatos, e que eles forem condenados, cumprirem pena, todos eles, e servirem de exemplo para os outros, conseguiremos avançar. Mas não podemos apenas esperar e confiar nessa solução, temos uma questão emergencial para resolver. Não podemos deixar o que aconteceu no primeiro Ba-Vi de 2017 e no primeiro Ba-Vi desse ano. Fatos ocorreram fora do campo”, destacou.

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