E.C. Bahia: Do amor ao ódio a cada rodada – Por Erick Cerqueira

"perder com a mesma lerdeza e falta de garra de outros jogos, é inadmissível"

No texto da goleada sobre o Altos eu perguntei: o que esperar do jogo contra o Fortaleza, sr Dado?”. Bem, a resposta é a manutenção da gangorra Tricolor. O sobe e desce se manteve. A alegria da goleada sendo abafada pela derrota sem garra no jogo seguinte.

O Bahia entrou em campo como se não tivesse entrado. O Fortaleza tocou a bola sem problemas, sem marcação e chegou a área do Bahia numa cabeçada à queima roupa em que Douglas salvou o time, logo no começo do jogo. Depois

Era pra dar moral ao goleiro no início da partida. Mas…

Depois de um cruzamento da direita, Conti  tira de cabeça mas a bola sobra pra Matheus Vargas, que rola a bola pra trás. OS 4 DEFENSORES do Bahia, que estavam na bola, ficam paralisados por 4 segundos esperando o cara sair lá da casa do cabrunco pra acertar uma bomba. 1×0 pros caras.

Aí o Bahia que estava melhor na partida, marcando em cima, forçando o erro do Fortaleza, simplesmente deu uma pane geral e passaram a errar tudo. Douglas ensaiou tomar um monumental, mas Conti salvou na linha. E quando a gente já esperava a derrota na primeira etapa, Edson faz boa jogada e encontra Rodriguinho. Ele gira dá um passe magistral pra Gilberto, que nas costas da zaga, fuzila para marcar o seu 5º gol no Nordestão. 1×1.

Como bem disse o Dr Ravel Garcia, “eu já nem esperava mais esse gol”. 

Fomos pro intervalo e todos no grupo do Bahia do Twitter diziam: “não é possível que Dado vá voltar com o mesmo time”.

Claro que iria. Dado segue a velha guarda de técnicos que só fazia alteração depois de 20 minutos do segundo tempo. A não ser que seja algo muito gritante. E assim foi. O time não voltou do mesmo jeito. Voltou pior. Ao invés de jogar pela direita, como Conti e Nino (porque Rossi não entrou em campo essa tarde) o time passou a jogar pela esquerda, o lado de Matheus Bahia que estava terrível, errando tudo. E aí seguimos mal demais.

Até que justamente ele, Matheus Bahia, acertou um chutaço de fora da área, mas o goleiro pegou. Aos 14 minutos, veio a punição pelo péssimo futebol. Numa bola pela esquerda (não lembro quem foi que perdeu a bola), o lateral dos caras faz um cruzamento milimétrico pra o centroavante dos caras atropelar Nino e fechar o placar. 2×1. 

Agora sim, Dado se movimentou. Colocou Thaciano no lugar de Edson. Que até fez uma boa estreia. Capixaba entrou e no primeiro lance já foi melhor que Matheus Bahia em todos os 60 minutos que ele esteve em campo. É difícil essa lateral esquerda. Porque a cada jogo a gente pede pra entrar aquele que a gente pediu pra sair no jogo anterior…

Aos 30 minutos a grande chance do empate, mas Gabriel, debaixo da trave, acertou o travessão.  Capixaba ainda tentou de fora da área, mas a bola subiu. E foi isso. Um jogo dentro da previsão de oscilação desse time que não convence e não vence duas seguidas, nessa temporada.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Bem, perder faz parte. Perder fora de casa, também. Perder quebrando tabu é chato. Perder de um time que a gente deu 4, é ainda mais chato. Mas perder com a mesma lerdeza e falta de garra de outros jogos, é inadmissível, Sr Dado.

DE 1 A 11

Douglas tentou entregar. Nino é um gigante. Conti foi bem e salvou da vergonha maior. Lucas estava muito lento, parecia que tava maconhado. Matheus errou tudo, só acertou o chute. Patrick sumiu. Edson apagado, mas puxou a jogada do gol. Daniel parecia que tava com delay. Rodriguinho fez a jogada e Gilberto, o gol. Fora isso a dupla foi tão mal quanto o resto. Rossi eu só vi quando saiu. Boas estreias de Thaciano e Galdezani. E Capixaba entrou bem. Gabriel, meu filho: debaixo do gol, na sua única oportunidade, não se perde.

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