O que um técnico de ponta representa para o Bahia atualmente

A busca de um técnico de ponta foi uma mudança e tanto na política do clube

Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia

Após a derrota para o Flamengo em Pituaçu no último dia 2 de setembro, o Bahia anunciou a demissão – para muitos, tardia – do treinador Roger Machado, que estava no clube desde abril de 2019. Não demorou muito para que diferentes nomes fossem citados como seus possíveis substitutos, e dois deles chamaram a atenção tanto dos torcedores quanto de jornalistas por se tratarem de técnicos experientes com passagem pela seleção brasileira: Mano Menezes e Felipão.

 

Voir cette publication sur Instagram

 

🗣️ Roger Machado não é mais o técnico do Esquadrão ➡️ LINK NA BIO

Une publication partagée par Esporte Clube Bahia (@ecbahia) le

A busca de um técnico de ponta foi uma mudança e tanto na política de contratações da atual diretoria. Desde que Guilherme Bellintani assumiu a presidência, em 2018, o Bahia vinha priorizando treinadores bem mais jovens, visto que, antes de Roger Machado, o comandante da equipe foi Enderson Moreira e, antes deste, Guto Ferreira. Além disso, também na era Marcelo Sant’Ana (de 2014 a 2018) tal política pôde ser constatada, quando o clube teve entre seus treinadores nomes como Preto Casagrande, Jorginho e Doriva.

Existem diferentes maneiras de interpretar essa mudança de filosofia, mas é seguro afirmar que o Tricolor de Aço de 2020 se sente mais confiante para se manter na Série A por um período maior de tempo. É importante que se diga que, desde que foi rebaixado para a Série B em 1997, o Bahia ainda não sabe o que é passar mais de quatro anos seguidos na primeira divisão nacional. Por outro lado, desde que voltou à elite em 2017, o seu desempenho na Série A vem sendo pelo menos aceitável: 12º em 2017, 11º em 2018 e 11º em 2019.

Com esse retrospecto em mente, parece muito lógico o porquê de, para prognosticadores profissionais de eventos esportivos, o Bahia ter aparecido como a 14ª equipe mais cotada para a conquista do Brasileirão em 14 de setembro, com uma aposta que retornava 201. É evidente que, em se tratando de apostas, futebol é um esporte que desafia retrospectos e tabus com uma frequência enorme (diferentemente de vôlei ou basquete, por exemplo), mas ninguém tem grandes expectativas de que o Tricolor faça uma campanha muito melhor ou muito pior do que isso.

Uma das razões para entender isso está, é claro, no próprio elenco, o qual, apesar de suas limitações, conta com diversos jogadores que imediatamente antes de virem ao Bahia estavam em grandes clubes do Sudeste. É o caso do atacante Rossi (que saiu do Vasco), do meia Rodriguinho (até então no Cruzeiro) e do meia Clayson (que estava no Corinthians). Isso mostra que hoje o Bahia não é um “plano B” ou um refugo para esses atletas, mas sim uma opção confiável para se receber bons salários e, o que é mais importante, em dia.

Talvez tenha sido muito otimista a projeção de Bellintani de que o planejamento da equipe seria feito com o intuito de buscar uma vaga na Libertadores de 2021. No atual formato de pontos corridos, o máximo de pontos que o Bahia conseguiu em uma temporada até aqui foi 50 (em 2017), e dificilmente uma equipe chega à Pré-Libertadores com menos de 56 pontos. No entanto, pode-se dizer que a diretoria vem dando mostras de que está interessada em implementar uma filosofia de longo prazo. Nesse sentido, trazer um técnico de ponta oferece ao clube não só know-how, mas também credibilidade no mercado a fim de trazer ainda mais atletas de alto nível daqui por diante.

Deixe seu comentário

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*