Atletas do Sub-23 ‘sofrem’ com hierarquia de Roger no Bahia

Ramon, Mateus Claus e Ignácio são alguns sem espaço no Bahia

Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Venho mais uma vez falar do Esporte Clube Bahia, em especial sobre o mau aproveitamento de atletas da base ou contratados para o time sub-23 que se destacaram, e sobre a sua falta de espaço no time de Roger Machado. Importante lembrar que essa opinião é pessoal e particular, que pode ou não ser assertiva. Inicialmente falar sobre a defesa, que tem sido um “samba do Crioulo doido” nesses últimos tempos, e aí falarei do jovem zagueiro Ignácio, que chegou emprestado em 2018, teve 60% dos direitos econômicos adquiridos pelo Esquadrão e assinou um novo contrato até 31 de dezembro de 2022, jogador que a meu ver já mostrou qualidade para ser experimentado, porém, é apenas a 5ª opção na zaga.

 

Lembro-me que pelo elenco profissional, Ignácio participou de alguns minutos do empate diante do Grêmio, no Sul, pela Série A, foi muito bem no fogo que entrou no jogo em que Marinho sofreu um pênalti mandrake e o time gaúcho conseguiu com ajuda da arbitragem empatar o jogo naquela ocasião, sem nenhuma interferência do zagueiro que entrou após expulsão de Jackson e deu conta do recado. Sem falar do Baianão e Brasileiro de aspirantes onde foi titular absoluto, quando foi tirado do time após o retorno pós-paralisação, sem justificativa técnica, mas, em face de uma hierarquia perdeu sua vaga para o péssimo Wanderson.

Numa equipe estruturada, jogadores mais novos entram com a segurança da experiência dos mais velhos e se sobressaem, hoje, por exemplo, Bruno Fuchs do Inter tornou-se titular com 21 anos, se valorizou e foi vendido por cifras vultosas, pela simples coragem do técnico de utilizar o atleta ao lado do experiente Cuesta. Essa receita repetidamente dá certo ou não, mas isso só acontece quando o técnico se impõe e confia no seu taco, coisa que hoje não vejo no Bahia.

Hoje, a zaga do Bahia não se acerta e entre todas as duplas e a única opção preterida foi o promissor zagueiro, já experimentado e inclusive visto por outras equipes para sair do clube, e se sair completamente será compreensível, pois simplesmente não joga. O Bahia diz não ter dinheiro para contratar, mas nada justifica o não uso do atleta num cenário onde já se usou os outros e não deu certo em nenhum momento. A zaga do Bahia tem sido vulnerável há tempos em todas as duplas já usadas no time principal.

Ramon é outro jogador que não joga. Chegou após ser destaque na Série B de 2019, vindo do Vila Nova, mostrou qualidade na equipe do baiano e sequer foi usado na equipe principal, um bom técnico não deve se prender novamente a hierarquia ou então ao fato de que outros jogadores vieram de clubes como o Corinthians e Cruzeiro, para justificar a permanência destes à frente de quem a torcida já viu que tem qualidade e fome de jogar, além de uma técnica mais apurada que Jadson, Elton para trabalhar no meio de campo, com mais qualidade na saída de bola que simplesmente no Bahia tem sido o calcanhar de Aquiles do time, que quando sai tocando a bola na zaga da arrepios a qualquer ser vivente

Mateus Claus foi outra contratação que agradou a torcida, jogador de 26 anos, já não é nenhum garoto e suas atuações, ainda que com algumas falhas, demonstraram que este, ainda que não seja um goleiraço, passa mais segurança que o limitado Anderson, que com sua expertise no trato do vestiário o mantém prestigiado aos olhos de Roger. Anderson tem falhas técnicas notórias e na falta de uma zaga que saiba tirar as bolas aéreas como é a do Bahia, não consegue interceptar uma bola pelo alto em um cruzamento, se mantendo fixo no gol, dando azo aos atacantes subirem ao seu bel prazer e brocar. Em suma, não passa segurança nenhuma quando entra.

Enfim, eu poderia ficar escrevendo aqui várias outras coisas, mas, toquei nesse assunto e atletas de forma especifica após a declaração que Roger fez abertamente com Marco Antônio, coisa que, por exemplo, não fez com Élber quando foi displicente ou Zeca quando estava bebaço no carnaval. Pesos e medidas devem ser colocados e mostrar que ao não usar atletas que pedem passagem como Daniel, por exemplo, vai continuar engessado no esquema perdedor e talvez, só abra os olhos quando a coisa se tornar pior.

Além disso, não usar atletas que são jovens e pode render boas cifras para o clube, além de entregar em campo outros resultados é burrice. A diretoria acertou em trazer esses jogadores gratuitamente, não usá-los jamais os valorizará, e estes, se acaso saírem e se destacarem em outras equipes, somente repetirá enredo dos erros de outros jogadores que saíram e rederam cifras enormes aos outros clubes enquanto o Bahia fica com as migalhas.

Isso é o que eu penso, e você? 

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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